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Vacina experimental contra o Câncer reduz risco de retorno e disseminação do melanoma em estudo de fase 3

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Por Guia Mirai


Tratamento experimental desenvolvido por Moderna e Merck combina vacina personalizada com imunoterapia e apresenta resultados positivos em pacientes com melanoma de alto risco


Uma nova estratégia de tratamento contra o melanoma, um dos tipos mais agressivos de câncer de pele, apresentou resultados considerados promissores em um estudo clínico de fase 3.


A vacina experimental intismeran autogene, também conhecida pelo código V940 ou mRNA-4157, foi desenvolvida pela Moderna em parceria com a Merck e administrada em combinação com o imunoterápico Keytruda (pembrolizumabe).


Os resultados divulgados nesta quarta-feira (19) indicam que a combinação atingiu os dois principais objetivos avaliados no estudo: aumentar o tempo sem retorno do câncer e reduzir o risco de disseminação da doença para outros órgãos.


Como funciona a vacina?


Diferentemente de uma vacina tradicional, que busca prevenir uma infecção, o tratamento foi desenvolvido para estimular o sistema imunológico do próprio paciente a reconhecer características específicas do tumor.


A tecnologia utiliza RNA mensageiro para orientar o organismo a identificar mutações presentes nas células cancerígenas daquele paciente. Por isso, a vacina é considerada personalizada: sua composição é baseada nas características genéticas do tumor retirado durante a cirurgia.


O objetivo é fazer com que o sistema imunológico permaneça preparado para atacar possíveis células cancerígenas que tenham permanecido no organismo.


O estudo de fase 3, chamado INTerpath-001, envolveu 1.137 pacientes com melanoma de alto risco, nos estágios IIB a IV, que haviam passado por cirurgia para retirada do tumor.


Os participantes receberam o tratamento combinado ou Keytruda isoladamente. Segundo as empresas, a combinação apresentou uma melhora estatisticamente significativa tanto na sobrevida livre de recorrência quanto na sobrevida livre de metástases à distância.


Apesar dos resultados positivos, é importante destacar que o tratamento ainda é experimental e não está disponível para uso geral.


As empresas divulgaram inicialmente os chamados resultados de primeira linha (“topline”). Os dados completos do estudo ainda deverão ser apresentados em um congresso médico e submetidos à análise das autoridades regulatórias.


Também ainda não foram divulgados os resultados completos relacionados à sobrevida global, um dos indicadores mais importantes para avaliar se um tratamento aumenta efetivamente o tempo de vida dos pacientes.


O resultado é considerado particularmente importante porque representa o primeiro resultado positivo de fase 3 para uma terapia contra o câncer baseada em mRNA, segundo as empresas e especialistas citados nas primeiras análises.


A tecnologia abre a possibilidade de desenvolver tratamentos cada vez mais personalizados, não apenas para o melanoma, mas também para outros tipos de câncer. Estudos com a plataforma estão sendo realizados em diferentes tumores.


Agora, Moderna e Merck pretendem avançar nas discussões com órgãos reguladores para avaliar os próximos passos rumo a uma possível aprovação.


Os resultados representam uma notícia promissora para a oncologia, especialmente para pacientes com melanoma de alto risco. Entretanto, especialistas destacam que os dados completos ainda precisam ser analisados e publicados, incluindo informações detalhadas sobre eficácia, segurança e sobrevida.


Se os resultados forem confirmados nas análises completas e posteriormente pelas autoridades regulatórias, a estratégia poderá representar um novo capítulo no tratamento personalizado do câncer — utilizando o próprio perfil genético de cada tumor para orientar a resposta do sistema imunológico.

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