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PADRE FÁBIO DE MELO É DENUNCIADO AO VATICANO APÓS POLÊMICA NA CAFETERIA DE JOINVILLE SC

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 19 de jun.
  • 2 min de leitura
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Uma polêmica envolvendo o padre Fábio de Melo e um gerente de cafeteria em Joinville (SC) ganhou proporções internacionais. O sacerdote foi formalmente denunciado à Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano, por suposta conduta "incompatível com os princípios da Igreja Católica". A denúncia foi feita por um bispo catarinense, segundo informações do colunista Ricardo Feltrin.


O religioso, conhecido nacionalmente por sua atuação nas redes sociais, teria, segundo o bispo, agido de forma que poderia “manchar seu registro na instituição”, ao se envolver em um episódio que resultou na demissão do gerente de uma unidade da cafeteria Havanna, na cidade.


Entenda o caso


O episódio aconteceu em maio deste ano, quando o padre Fábio de Melo utilizou suas redes sociais para relatar uma situação que viveu no local. Na ocasião, ele publicou um vídeo em que criticava o atendimento da loja, especialmente a conduta do gerente Jair José Aguiar da Rosa.


A repercussão nas redes sociais foi imediata. Após a publicação, a cafeteria decidiu demitir o gerente, o que gerou ainda mais controvérsia. Jair, por sua vez, se manifestou, afirmando que a versão apresentada pelo padre não condizia com a realidade e que a exposição pública trouxe graves prejuízos à sua saúde mental.


Diante do impacto do caso, o Sindicato dos Trabalhadores em Turismo, Hospitalidade e de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sitratuh) declarou apoio ao ex-gerente e ingressou com duas ações judiciais: uma de natureza trabalhista, contra a rede de cafeterias, e outra de ordem cível, diretamente contra o padre Fábio de Melo.


Em comunicado oficial, o sacerdote defendeu sua postura, alegando que em nenhum momento teve a intenção de causar prejuízo pessoal ou profissional a qualquer pessoa. Ele também criticou o que chamou de "tribunais da internet", destacando que o ambiente digital tem se tornado um espaço de julgamentos precipitados e muitas vezes desproporcionais.


A denúncia feita por um bispo de Santa Catarina à Congregação para a Doutrina da Fé, órgão responsável por zelar pela integridade da doutrina católica, reacendeu o debate sobre os limites da exposição de religiosos nas redes sociais e as responsabilidades associadas a isso.


A Igreja, até o momento, não se manifestou oficialmente sobre o recebimento da denúncia nem sobre possíveis medidas que podem ser adotadas em relação ao padre.


O que diz a cafeteria?


A rede Havanna não emitiu nota pública detalhada sobre o caso, limitando-se a informar que está acompanhando o andamento das ações na Justiça e que “repudia qualquer forma de exposição indevida ou que possa gerar constrangimento aos seus colaboradores”.


O caso segue em análise tanto na esfera judicial brasileira quanto, possivelmente, nas instâncias eclesiásticas internacionais. A repercussão levanta discussões sobre responsabilidade digital, ética profissional, direitos dos trabalhadores e o papel de figuras públicas na condução de conflitos.


GUIA MIRAI

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