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FIM DO METANOL: POLÍCIA IDENTIFICA FONTE DE CONTAMINAÇÃO EM SÃO PAULO E PRENDE RESPONSÁVEL

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 11 de out.
  • 2 min de leitura
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Por Guia Miraí


A Polícia Civil anunciou o fim das investigações sobre os casos de adulteração de bebidas alcoólicas com metanol que resultaram em mortes e internações na capital paulista. A operação identificou uma fábrica clandestina responsável pela produção e distribuição do líquido adulterado, localizada em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.


A apuração começou após os dois primeiros óbitos registrados na Zona Leste de São Paulo, quando vítimas que consumiram vodka em um mesmo estabelecimento apresentaram sintomas graves de intoxicação. Exames laboratoriais confirmaram a presença de metanol, uma substância altamente tóxica e imprópria para consumo humano, nas amostras das bebidas.


Diante da gravidade dos casos, as autoridades intensificaram as investigações e chegaram até a origem da adulteração. Com mandados de busca e apreensão, equipes da polícia localizaram o galpão onde a produção irregular acontecia, apreendendo toneladas de bebidas falsificadas, rótulos, selos falsos e equipamentos usados no envase.


De acordo com a polícia, a proprietária da fábrica confessou ter adquirido garrafas de uma distribuidora não autorizada, sem qualquer controle de procedência. A mulher foi presa em flagrante e responderá pelos crimes de adulteração e falsificação de bebidas alcoólicas.


Os investigadores acreditam que a suspeita integrava uma rede maior de falsificação, responsável por abastecer bares e comércios da capital e do ABC paulista.


O metanol, comumente utilizado como solvente e combustível, é uma substância extremamente perigosa. Quando ingerido, pode causar cegueira, falência renal, danos neurológicos e até morte, mesmo em pequenas doses.


As autoridades alertam que os crimes de falsificação, corrupção e adulteração de produtos alimentícios são punidos com reclusão de quatro a oito anos e multa, conforme previsto no Código Penal Brasileiro.


Após a operação, a Vigilância Sanitária e a Secretaria de Segurança Pública reforçaram as ações de fiscalização em bares, distribuidoras e comércios da capital paulista. Estabelecimentos flagrados vendendo bebidas de origem duvidosa poderão ser interditados e os responsáveis processados criminalmente.


As autoridades recomendam que os consumidores verifiquem o selo fiscal e a procedência das bebidas antes de consumir. É importante desconfiar de preços muito abaixo do mercado e denunciar suspeitas de adulteração aos canais oficiais, como o Disque-Denúncia (181).

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