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UNIÃO NÃO PREVÊ REAJUSTE PARA SAMU E DÉFICIT FICA A CARGO DE ‘GESTÃO A MENORES CUSTOS’ DE MG

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 7 de jul.
  • 3 min de leitura

Déficit de Recursos para o Samu 192 em Minas Gerais Coloca Serviço de Urgência em Risco

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) em Minas Gerais enfrenta uma crise financeira que ameaça comprometer a continuidade de suas operações, colocando em risco o atendimento à população e a segurança dos cidadãos. A situação é ainda mais alarmante em um cenário de greve que afeta cerca de 800 municípios do estado. Apesar da gravidade do problema, não há uma solução imediata prevista por parte do governo federal.


Atualmente, o governo federal repassa R$ 170 milhões para o atendimento de urgência no estado, mas os gestores do Samu e os consórcios regionais afirmam que esse valor não é suficiente. A estimativa é de que o serviço necessite de R$ 28 milhões a mais para cobrir as despesas atuais, conforme previsto pela norma que determina que a União arque com 50% do custo total. O déficit de recursos é um problema crítico, especialmente considerando o papel vital do Samu em salvar vidas e atender urgências médicas.


Em entrevista exclusiva ao jornal O Tempo, o secretário-adjunto da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Nilton Pereira, reconheceu que o orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS) é limitado. Ele afirmou que, embora o governo federal não tenha previsão de aumentar os repasses para o estado, o governo estadual tem a responsabilidade de “fazer uma gestão com menores custos possíveis”. Nos últimos anos, a administração estadual tem destinado valores acima do pactuado para tentar suprir o déficit financeiro, mas a situação continua crítica.


O custo total para manter o Samu 192 no estado é de R$ 396 milhões anuais. Esse valor é dividido entre os dez consórcios de saúde de Minas Gerais, de acordo com a demanda de cada região. O orçamento é utilizado principalmente para a compra de insumos e equipamentos, manutenção das ambulâncias e o pagamento dos salários dos socorristas. O serviço, que é tripartite, ou seja, compartilhado entre a União, o estado e os municípios, enfrenta dificuldades operacionais e financeiras constantes.


Os consórcios responsáveis pela gestão do serviço destacam a falta de recursos adequados para o pleno funcionamento, o que compromete a qualidade do atendimento. O risco de interrupção dos serviços de urgência e emergência no estado é uma preocupação crescente, especialmente para as comunidades mais afastadas, que dependem da agilidade do Samu para salvar vidas.


Em um cenário de crescente demanda por serviços médicos, os especialistas apontam que a solução para o problema não é simples. A gestão eficiente dos recursos disponíveis tem sido um desafio constante para os governantes. A falta de aumento nos repasses federais e a necessidade de um modelo de gestão mais eficiente são questões que exigem uma abordagem urgente e eficaz.


Além do risco de paralisação dos serviços, a população de Minas Gerais vive uma insegurança constante quanto à capacidade do sistema de saúde pública de atender às emergências com qualidade. O cenário reflete a fragilidade do sistema de saúde em situações de crise, e a necessidade de um planejamento mais robusto para garantir a continuidade do serviço.


A crise financeira do Samu 192 em Minas Gerais evidencia as dificuldades enfrentadas pelos estados brasileiros para manter os serviços de saúde pública essenciais. Sem uma solução imediata e com o governo federal sinalizando limitações orçamentárias, o governo estadual e os gestores do sistema de saúde de Minas Gerais terão que buscar alternativas para evitar a suspensão dos serviços e garantir a cobertura de urgências em todo o estado.


O papel do Samu 192 na preservação da vida e na assistência de emergência não pode ser subestimado, e a sociedade aguarda uma solução para essa crise financeira que ameaça comprometer a eficácia desse serviço crucial.


GUIA MIRAÍ

(com informações de O Tempo)

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