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TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO FAZ PREÇO DO PETRÓLEO DISPARAR E PODE IMPACTAR COMBUSTÍVEIS NO BRASIL

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 19 de jun.
  • 2 min de leitura
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Os recentes ataques de Israel contra o Irã, registrados na quinta-feira, dia 12, provocaram uma reação imediata no mercado internacional. A cotação do barril de petróleo disparou, refletindo o temor de investidores e agentes econômicos sobre possíveis impactos na oferta global da commodity.


O Oriente Médio, onde se concentram grandes reservas de petróleo, volta a ser palco de instabilidade geopolítica, o que historicamente costuma afetar diretamente os preços de energia no mundo todo. O Irã, além de ser um dos maiores produtores globais de petróleo, também controla importantes rotas de escoamento, como o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta.


No Brasil, o aumento no preço internacional do barril pode gerar impactos diretos no preço dos combustíveis, como gasolina, diesel e gás de cozinha. Segundo Sérgio Araújo, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), é natural que haja uma oscilação dos preços frente a esse tipo de cenário.


“É natural que o mercado tenha uma reação rápida, uma vez que no Irã, além de ser um grande produtor de petróleo, a movimentação naquela região é muito intensa. Por ora, ainda é especulativo. Precisamos aguardar uma estabilização. Não acredito que esse salto tão grande vai ser mantido”, explicou Araújo em entrevista ao portal O Tempo.


Como isso chega nas bombas?


O Brasil importa parte dos combustíveis que consome e também depende do preço do petróleo no mercado internacional para definir os valores internos, especialmente por meio da política de preços da Petrobras e do câmbio. Sempre que há aumento no valor do barril e ele se mantém por alguns dias ou semanas, as distribuidoras e importadoras acabam repassando esse custo para os consumidores.


Contudo, a tendência de curto prazo ainda é incerta. Caso a escalada do conflito se intensifique, os preços podem continuar subindo. Por outro lado, se houver uma trégua ou contenção diplomática, os valores tendem a recuar, como já ocorreu em outras situações semelhantes.


Além dos combustíveis, a alta do petróleo influencia diretamente vários setores, como transporte, alimentos e indústria, já que muitos custos logísticos estão atrelados aos derivados de petróleo. Isso pode gerar reflexos na inflação mundial, pressionando as economias, inclusive a brasileira.


Enquanto a situação no Oriente Médio permanece instável, os mercados seguem atentos a qualquer movimentação que possa indicar uma escalada ou uma solução para o conflito. Analistas destacam que, além das questões geopolíticas, outros fatores econômicos, como o crescimento da economia chinesa e as decisões dos Estados Unidos sobre suas taxas de juros, também influenciam a formação dos preços do petróleo.


Por enquanto, o consumidor brasileiro deve acompanhar atentamente os desdobramentos internacionais, pois qualquer variação significativa pode ser sentida diretamente no bolso nos próximos dias.


GUIA MIRAÍ

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