Tempestade solar atinge a terra nesta quinta-feira (5), a NASA faz alerta
- GUIA MIRAI

- há 14 horas
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Fenômeno de alta intensidade pode provocar interferências em comunicações e sistemas de rádio nos próximos dias
Por Guia Miraí
O Observatório de Dinâmica Solar da NASA detectou, na manhã da última quarta-feira (4/2), uma erupção solar de classe X4.2, considerada de alta intensidade. O evento foi registrado às 7h13 (horário dos Estados Unidos) e representa o pico de uma atividade solar que vem se intensificando desde a terça-feira (3/2). Diante da magnitude do fenômeno, a agência espacial norte-americana emitiu um alerta às autoridades e à comunidade científica.
Segundo especialistas, a erupção esteve associada a uma ejeção de massa coronal (CME) — grande liberação de plasma e campos magnéticos a partir da atmosfera do Sol — que deve passar próxima à Terra nos próximos dias.
De acordo com o Centro de Previsão do Clima Espacial, ligado à NOAA, a maior parte do material ejetado deve atravessar as regiões norte e leste do planeta até o final do dia 5 de fevereiro. A previsão indica que, embora não haja impacto direto, o fenômeno pode causar efeitos indiretos no ambiente espacial terrestre.
Esses efeitos dependem principalmente da orientação do campo magnético da ejeção solar e de sua interação com a magnetosfera da Terra.
As tempestades solares podem afetar diversos setores, especialmente os ligados à comunicação e navegação. A radiação emitida durante a erupção pode provocar perda total de sinal em bandas de comunicação de alta frequência (HF) nas áreas do planeta que estiverem iluminadas pelo Sol no momento do impacto.
Usuários de rádio, sistemas aeronáuticos, comunicação marítima e serviços que dependem de ondas de rádio podem enfrentar interrupções que variam de alguns minutos a várias horas. Em casos mais severos, também podem ocorrer erros temporários em sistemas de GPS e aumento do arrasto atmosférico em satélites de baixa órbita.
As erupções solares são classificadas em cinco categorias principais: A, B, C, M e X, sendo a classe X a mais potente. O número que acompanha a letra indica a força específica do evento dentro daquela categoria.
No caso da erupção X4.2, trata-se de um fenômeno extremamente energético, capaz de causar impactos significativos no espaço próximo à Terra. Apesar de não serem eventos cotidianos, erupções dessa magnitude são esperadas, especialmente durante períodos de maior atividade solar.
A NASA e a NOAA seguem monitorando o comportamento do Sol em tempo real e podem emitir novos alertas caso a atividade solar continue se intensificando. Especialistas reforçam que, embora impressionantes, esses fenômenos fazem parte do ciclo natural do Sol e não representam risco direto à população, mas exigem atenção dos setores tecnológicos e de infraestrutura crítica.









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