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SUS passa a oferecer teste para rastreamento do câncer de intestino; veja quem pode fazer

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí

(Fonte: Ministério da Saúde)


O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a incluir oficialmente o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) entre os procedimentos destinados ao rastreamento do câncer de intestino. A medida foi publicada nesta segunda-feira (10) e busca ampliar a identificação da doença antes do aparecimento de sintomas.


O exame é utilizado para detectar a presença de sangue oculto nas fezes, que pode estar associado a alterações no intestino, incluindo lesões que precisam de investigação. As diretrizes técnicas do Ministério da Saúde apontam o FIT como uma opção de rastreamento para adultos assintomáticos com risco habitual.


De acordo com a informação divulgada pelo Ministério da Saúde, o rastreamento será destinado a:


* Homens e mulheres entre 50 e 75 anos;

* Pessoas sem sintomas relacionados ao câncer colorretal;

* O exame deverá ser realizado a cada dois anos.


O novo procedimento deverá começar a ser registrado nos sistemas do SUS a partir de setembro de 2026.


O FIT é um exame simples, realizado a partir de uma amostra de fezes, e não exige restrições alimentares antes da coleta. Ele procura pequenas quantidades de sangue que não podem ser percebidas a olho nu.


Um resultado positivo não significa que a pessoa tenha câncer. Nesses casos, é necessária uma investigação complementar, geralmente com colonoscopia, para identificar a origem do sangramento e verificar a existência de pólipos ou outras alterações.


Por que o rastreamento é importante?


O câncer colorretal pode permanecer silencioso durante boa parte de sua evolução. Por isso, identificar alterações antes do surgimento de sintomas aumenta a possibilidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado.


O próprio Ministério da Saúde recomenda o uso do FIT como método de pesquisa de sangue oculto nas fezes para o rastreamento do câncer colorretal em adultos assintomáticos de risco padrão.


A inclusão do exame no SUS representa uma ampliação da estratégia de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de intestino no Brasil.

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