SOLIDÃO PROVOCA 871 MIL MORTES POR ANO NO MUNDO, APONTAM RELATÓRIO DA OMS
- GUIA MIRAI

- 6 de jul.
- 2 min de leitura

A solidão e o isolamento social são mais perigosos do que se imaginava. Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que esses fatores estão relacionados a 871 mil mortes por ano em todo o mundo — o equivalente a cerca de 100 vidas perdidas por hora. O documento classifica o problema como uma ameaça silenciosa à saúde pública, comparável a riscos como tabagismo e obesidade.
Dados recentes apontam que a solidão já afeta cerca de 1 em cada 6 brasileiros, com impactos profundos na saúde física e mental. Um relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) relaciona o isolamento social a 871 mil mortes por ano no mundo, número comparável aos efeitos do tabagismo e da obesidade.
No Brasil:
- 16,8% dos adultos e idosos dizem sentir-se sempre solitários;
- Entre adolescentes de 13 a 17 anos, 15,5% relataram solidão frequente;
- O Brasil lidera um ranking global, com 50% da população adulta se sentindo solitária — o maior índice entre 10 países pesquisados;
Fatores como depressão, viver sozinho, baixa escolaridade, violência familiar e pouco convívio social aumentam o risco.
A solidão está ligada ao aumento de doenças como depressão, ansiedade, problemas cardiovasculares, insônia e demência. Especialistas alertam que o tema precisa ser tratado como questão de saúde pública, com ações urgentes de prevenção, acolhimento e combate ao estigma.
A situação é ainda mais crítica em países de baixa renda, onde 24,3% da população afirma sentir-se solitária. Nas Américas, a taxa chega a 13,6%.
Os impactos da solidão vão muito além do emocional. Estudos citados no relatório revelam que o isolamento social pode aumentar significativamente o risco de doenças cardiovasculares, depressão, ansiedade, declínio cognitivo e morte precoce. Em idosos, por exemplo, o risco de desenvolver demência pode dobrar.
Diante desses dados, a OMS alerta para a necessidade urgente de ações coordenadas entre governos, escolas, empresas e comunidades. Entre as recomendações estão: políticas públicas voltadas à inclusão social, programas intergeracionais, investimentos em saúde mental e campanhas de conscientização para combater o estigma em torno da solidão.
A organização também reforça a importância de falar sobre o assunto. “Falar sobre solidão não é sinal de fraqueza, e sim um passo importante para o cuidado com a saúde. Esse gesto pode salvar vidas”, destaca o relatório.
Se você está passando por momentos de isolamento ou sofrimento emocional, não hesite em buscar ajuda. No Brasil, o CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso, 24 horas por dia, pelo telefone 188.
Solidão não é frescura nem falta do que fazer. É um problema real, com consequências graves para a saúde — e precisa ser enfrentado com seriedade, empatia e ação coletiva.
GUIA MIRAI









Comentários