top of page
logo branca.png

SAMU AMEAÇA PARAR EM 94% DAS CIDADES DE MINAS GERAIS POR FALTA DE REPASSES FEDERAIS

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 1 de jul.
  • 2 min de leitura

ree



Consórcios denunciam rombo de R$ 57 milhões para 2025 e pressionam o Ministério da Saúde por negociação até 8 de julho


O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) está à beira de uma crise sem precedentes em Minas Gerais. Os dez consórcios de saúde que operam o serviço em 800 municípios mineiros, cobrindo aproximadamente 94% do estado, anunciaram que o atendimento pode ser paralisado nos próximos dias. O motivo é um rombo financeiro estimado em R$ 56,8 milhões para o ano de 2025, provocado, segundo os gestores, pela falta de repasses do Ministério da Saúde.


Os consórcios alegam que a União, responsável por arcar com 50% dos custos operacionais do SAMU, tem repassado valores muito abaixo do acordado — em alguns casos, segundo eles, o repasse foi completamente zerado. Diante disso, os gestores estabeleceram um prazo até o dia 8 de julho para que o governo federal abra negociação. Caso contrário, os serviços poderão ser suspensos.


A situação tem causado sobrecarga nas equipes, baixa remuneração dos profissionais e ameaça o desmonte de um serviço considerado referência nacional no atendimento pré-hospitalar de urgência.


Atualmente, cerca de 2 mil condutores de ambulância também pressionam por melhores condições de trabalho, engrossando o movimento por soluções imediatas.


Em visita recente a Minas Gerais, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi questionado sobre a denúncia. Em resposta, negou a existência de um piso de repasse obrigatório aos consórcios e classificou as alegações como “mentira”, embora tenha prometido investigar a situação.


Enquanto o impasse se mantém, a população mineira corre o risco de ficar sem atendimento de urgência móvel em grande parte do estado — o que poderia comprometer socorros a vítimas de acidentes, emergências médicas e outras ocorrências críticas.


Diante do cenário, os consórcios de saúde aguardam um posicionamento oficial do Ministério da Saúde e do governo de Minas Gerais. Entidades representativas e profissionais da área da saúde também cobram uma solução que evite a interrupção do serviço e garanta o funcionamento pleno do SAMU em todas as regiões do estado.


GUIA MIRAÍ














Comentários


bottom of page