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RETIRADA DE ARARA-CANINDÉ GERA REVOLTA EM MOEDA MG E LEVANTA DEBATE SOBRE FAUNA E PRESERVAÇÃO

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 18 de jun.
  • 3 min de leitura
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A retirada de uma arara-canindé, conhecida como mascote da cidade, e sua entrega ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas-MG), em Belo Horizonte, causou grande comoção e mobilização popular em Moeda, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ave, presença constante nas ruas, praças e áreas públicas, era considerada um verdadeiro símbolo da cidade, admirada por moradores e visitantes.


O episódio ganhou repercussão após a Prefeitura de Moeda confirmar, por meio de nota oficial, que a entrega foi feita de forma “voluntária, porém silenciosa”, sem qualquer consulta ou comunicação prévia à população. A decisão foi encarada por muitos moradores como um ato de desrespeito à identidade local.


— “A arara não é apenas um pássaro. Ela representa liberdade, natureza e faz parte da identidade de Moeda. Ver ela ser levada dessa forma foi doloroso para todos nós”, declarou um morador durante manifestação na praça central da cidade.


O Instituto Estadual de Florestas (IEF) esclareceu que o Cetas-MG é administrado conjuntamente pelo IEF e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). No entanto, segundo o órgão, toda gestão de entrega voluntária de animais silvestres cabe exclusivamente ao Ibama.


Em nota, o Ibama confirmou que a ave foi entregue no dia 13 de junho de 2025, por uma pessoa cuja identidade não foi divulgada. O órgão explicou que, embora existam registros de presença de araras na região de Moeda até o século XIX, atualmente não há mais bandos da espécie na área. Por esse motivo, segundo o Ibama, não seria viável realizar a soltura da arara isoladamente no município.


— “As araras são animais extremamente sociáveis, que vivem em bandos. A soltura isolada poderia comprometer o bem-estar da ave, que necessita do convívio com outros indivíduos da mesma espécie”, informou o órgão ambiental.


Durante uma reunião com representantes da Prefeitura de Moeda, da Câmara Municipal e técnicos ambientais, o Ibama propôs um caminho alternativo que pode transformar o episódio em um marco histórico para a conservação ambiental no estado: a criação de um projeto de reintrodução de araras-canindé na região de Moeda.


Se levado adiante, este seria o primeiro projeto deste tipo em Minas Gerais, buscando não apenas devolver a mascote à cidade, mas também restabelecer um ambiente propício para que outras aves da espécie possam viver, reproduzir e fortalecer a biodiversidade local.


A notícia provocou uma série de manifestações na cidade e nas redes sociais. Moradores, comerciantes e representantes de entidades locais pedem que a arara seja devolvida ou que, no mínimo, haja um compromisso formal com a criação de um ambiente seguro e estruturado para a reintegração da espécie.


— “A arara fazia parte da nossa vida. Crescemos vendo ela nas praças, interagindo com todos. A cidade ficou mais triste sem ela”, relatou uma comerciante da região central.


O futuro da mascote de Moeda


Enquanto o futuro da arara-canindé não é definido, o animal permanece sob os cuidados do Cetas-MG, onde recebe alimentação, cuidados veterinários e acompanhamento especializado. A expectativa da comunidade é que, com o apoio do Ibama, do IEF e da Prefeitura, um acordo viável seja construído, priorizando tanto o bem-estar da ave quanto o desejo da população em preservar esse símbolo tão querido.


O caso também reacende o debate sobre a convivência entre animais silvestres e centros urbanos, bem como a importância de políticas públicas voltadas à preservação da fauna nativa e à educação ambiental.


GUIA MIRAI

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