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PROFESSORA É ASSASSINADA EM CASA HORAS APÓS DEPOR SOBRE ESQUEMA DE DESVIO DE EMENDAS PARLAMENTARES, EM PERNAMBUCO

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 31 de out.
  • 2 min de leitura

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Por Guia Miraí


Uma tragédia chocou o município de Ipojuca, no litoral sul de Pernambuco, na última terça-feira (28). A professora Simone Marques da Silva, de 46 anos, foi executada a tiros no quintal de sua casa, poucas horas após prestar depoimento em um inquérito que apura desvios de mais de R$ 27 milhões em emendas parlamentares da Câmara Municipal.


Segundo informações do portal BNews Nordeste, Simone foi morta por volta das 15h55, quando a Polícia Militar foi acionada para atender à ocorrência. Ela morava com os pais, no centro da cidade, e não resistiu aos disparos.


De acordo com as investigações, a professora havia comparecido, no mesmo dia, à Delegacia de Porto de Galinhas, onde prestou depoimento entre 12h40 e 13h, acompanhada de um advogado. Após assinar a certidão de comparecimento, ela deixou o local e retornou para casa sozinha. Poucas horas depois, o crime ocorreu.


A Polícia Civil informou que o caso foi registrado como homicídio consumado e está sendo tratado como execução. Ainda não há informações sobre os autores do crime ou suas motivações, mas a principal linha de investigação considera a possível relação com o depoimento que Simone havia prestado.


Simone era professora na Faculdade Novo Horizonte, instituição que, segundo as investigações, estaria entre as empresas usadas para movimentar recursos desviados do esquema de emendas parlamentares. Ela teria colaborado com as autoridades fornecendo detalhes importantes sobre a atuação do grupo.


O assassinato gerou grande comoção entre moradores, colegas e alunos. Nas redes sociais, mensagens de pesar destacam a postura ética e o compromisso de Simone com a verdade.


“Uma mulher honesta, trabalhadora e corajosa. Que a justiça seja feita”, escreveu uma ex-aluna em uma das homenagens.


As autoridades reforçaram que as investigações seguem em sigilo, e equipes da Polícia Civil e Militar continuam mobilizadas para identificar os responsáveis.

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