Professora denuncia vídeos pornográficos falsos criados com inteligência artificial na Bahia
- GUIA MIRAI

- há 3 dias
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Por Guia Miraí
Uma professora de 47 anos denunciou à Polícia Civil o uso indevido de sua imagem na criação de vídeos falsos de conteúdo sexual produzidos com inteligência artificial (IA). O caso aconteceu em Feira de Santana, na Bahia, e está sendo investigado pelas autoridades.
Segundo a denúncia, os vídeos foram divulgados em uma plataforma de conteúdo adulto sem a autorização da vítima. A professora afirma que nunca participou da produção de qualquer material desse tipo e que sua imagem foi manipulada digitalmente por meio de tecnologia conhecida como deepfake.
Suspeitos podem ser adolescentes
De acordo com o relato da vítima, há indícios de que o material tenha sido produzido por adolescentes de 15 e 17 anos, possivelmente alunos ou ex-alunos da escola particular onde ela trabalha.
As montagens teriam sido feitas a partir de fotografias retiradas das redes sociais da professora, que foram manipuladas por ferramentas de inteligência artificial para criar vídeos falsos com aparência realista.
Polícia investiga o caso
A Polícia Civil apura a autoria do crime e busca identificar os responsáveis pela criação e divulgação do conteúdo. Caso sejam identificados, os envolvidos poderão responder por crimes previstos na legislação brasileira, incluindo aqueles relacionados à divulgação de conteúdo íntimo falso, além de eventuais infrações previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), se houver participação de menores.
Cresce o número de casos envolvendo “deepfakes”
Especialistas alertam que o uso de inteligência artificial para criar imagens e vídeos falsos tem aumentado nos últimos anos. Os chamados deepfakes utilizam técnicas avançadas para manipular rostos, vozes e expressões, tornando o conteúdo extremamente convincente.
Quando esse tipo de tecnologia é usado para produzir material sexual sem consentimento, a prática pode causar graves danos à honra, à privacidade e à saúde emocional das vítimas, além de gerar responsabilização civil e criminal para os autores.
As autoridades orientam que vítimas desse tipo de crime registrem boletim de ocorrência, preservem as provas e solicitem a remoção do conteúdo das plataformas onde ele foi publicado. A investigação do caso segue em andamento.







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