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Filho é condenado a mais de 48 anos de prisão por matar a própria mãe em Belo Horizonte

Foto do escritor: GUIA MIRAI
GUIA MIRAI
6 de ago.
2 min de leitura

Por Guia Miraí


O Tribunal do Júri de Belo Horizonte condenou, nesta quinta-feira (6), João Victor Silveira Vilaça a 48 anos, um mês e 15 dias de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da própria mãe, Débora Silveira Vilaça. O crime ocorreu em outubro de 2024, no bairro Silveira, na região Nordeste da capital mineira.


Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o homicídio aconteceu após a vítima se recusar a emprestar o carro ao filho e tentar impedir que ele saísse de casa para comprar drogas.


De acordo com as investigações, João Victor atacou a mãe com diversos golpes de faca dentro da residência da família, provocando ferimentos graves, incluindo lesões no coração. Após o crime, ele teria deixado a vítima ferida no local, furtado dois aparelhos de televisão para trocá-los por entorpecentes e utilizado o cartão de crédito da mãe para realizar compras.


Crime foi reconhecido como feminicídio


Durante o julgamento, os jurados reconheceram que o assassinato ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar, configurando feminicídio. Também foram acolhidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.


A pena ainda foi agravada pelo descumprimento de medidas protetivas de urgência que já estavam em vigor em favor de Débora. No interrogatório, o réu optou por exercer o direito de permanecer em silêncio.


Prisão preventiva foi mantida


João Victor permaneceu preso durante todo o andamento do processo. A Justiça manteve a prisão preventiva em razão da gravidade do crime e do histórico de violência doméstica apontado nos autos.


Com a decisão do Conselho de Sentença, ele continuará cumprindo pena em regime fechado.


O caso gerou grande repercussão em Minas Gerais pela brutalidade do crime e reacendeu o debate sobre a importância da denúncia de casos de violência doméstica e da efetividade das medidas protetivas para prevenir tragédias familiares.

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