Polícia Militar de Minas Gerais alerta para o golpe da curiosidade no WhatsApp


Por Guia Miraí
A Polícia Militar de Minas Gerais divulgou um alerta sobre um golpe que vem se espalhando pelo WhatsApp e que a corporação chama de golpe da curiosidade. A orientação é clara: mensagens de visualização única enviadas por números desconhecidos não devem ser abertas.
Como o golpe funciona?
Segundo o alerta reproduzido em redes sociais e veiculado com base em reportagem do portal Hoje em Dia, criminosos disparam fotos configuradas para visualização única a contatos aleatórios. A ideia é explorar o impulso de abrir o arquivo para ver o que há na imagem.
Depois que a vítima visualiza o conteúdo, começa a segunda etapa: ameaças de extorsão. Os golpistas passam a dizer que a pessoa teria acessado material íntimo ou ilegal e usam pressão psicológica para exigir pagamentos, muitas vezes via transferências bancárias ou PIX. Com medo e sem entender o mecanismo do golpe, várias vítimas acabam cedendo.
A Polícia Militar ressalta que se trata de fraude: não há crime real por parte de quem apenas abriu uma mensagem enganosa. O objetivo dos criminosos é construir um cenário de pânico para arrancar dinheiro.
O que fazer:
- Não abrir fotos, vídeos ou arquivos de visualização única enviados por desconhecidos.
- Bloquear imediatamente o contato suspeito.
- Não responder a mensagens insistentes ou ameaçadoras.
- Denunciar o número no próprio WhatsApp, pelas ferramentas de denúncia do aplicativo.
- Alertar familiares, especialmente idosos e pessoas mais vulneráveis, que costumam ser alvo preferencial desse tipo de abordagem.
- Não prolongar conversas com quem pressiona por pagamento e não transferir valores sob chantagem.
Especialistas em segurança digital reforçam que golpes no WhatsApp costumam combinar urgência, medo e anonimato do remetente. A visualização única entra como isca porque o aplicativo não permite guardar a imagem com facilidade, o que aumenta a sensação de que algo secreto ou proibido foi exposto.
Quem receber esse tipo de abordagem pode ainda registrar boletim de ocorrência e, em Minas Gerais, acionar a Polícia Militar pelo 190 em caso de ameaça imediata ou extorsão em andamento.







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