MINISTRO DA SAÚDE PEDE PARA QUE BRASILEIROS PAREM DE BEBER APÓS CASOS DE ADULTERAÇÃO COM METANOL
- GUIA MIRAI

- 2 de out.
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Por Guia Miraí
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, emitiu um alerta nesta quinta-feira (2), pedindo à população brasileira que evite consumir bebidas destiladas, especialmente aquelas cujas origens não são bem conhecidas, após o aumento de casos de intoxicação por metanol no país. A recomendação surge em meio a um crescente número de incidentes relacionados à adulteração de bebidas alcoólicas com o veneno, que tem se espalhado nas últimas semanas.
O principal motivo do alerta foi o aumento dos casos de envenenamento causado por metanol, uma substância altamente tóxica que pode ser fatal se ingerida. Padilha explicou que os casos são especialmente preocupantes em bebidas destiladas incolores, como vodcas e outros licores, cujas origens não estão claramente identificadas, dificultando a detecção da adulteração.
“O consumo de bebidas destiladas sem garantias de procedência coloca em risco a saúde da população. Recomendo, na condição de ministro e também como médico, que todos evitem este tipo de consumo enquanto a situação não for controlada”, afirmou Padilha durante coletiva à imprensa.
O metanol é um tipo de álcool que, se ingerido, pode causar sérios danos ao sistema nervoso central, danos aos órgãos e, em casos graves, até a morte. A adulteração de bebidas com metanol ocorre, geralmente, para aumentar o volume do produto e reduzir custos de produção, embora os efeitos sobre a saúde humana sejam devastadores.
Padilha explicou ainda que o metanol é mais comumente encontrado em bebidas destiladas transparentes e sem a presença de corantes. Já bebidas como cerveja, que possuem tampa e gás, têm menor probabilidade de serem adulteradas com metanol, devido às dificuldades que isso implicaria em seu processamento.
Em resposta ao aumento dos casos de intoxicação, o governo federal tomou medidas emergenciais. Foi estabelecido um estoque de etanol farmacêutico nos hospitais universitários federais, e 4.300 ampolas do antídoto específico para envenenamento por metanol foram adquiridas, a fim de serem distribuídas a centros de referência e unidades de saúde em todo o país.
“Estamos preparados para atender emergências e combater o problema na raiz. O uso do etanol farmacêutico é uma forma eficiente de tratar as vítimas de envenenamento, e todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança da população”, afirmou o ministro.
Padilha reforçou a importância de garantir a origem e a procedência das bebidas consumidas, especialmente as destiladas. As autoridades sanitárias estão intensificando as fiscalizações e promovendo campanhas de conscientização sobre os riscos do consumo de bebidas de fontes não verificadas.
Em casos de ingestão suspeita de bebidas adulteradas com metanol, os sintomas podem incluir náuseas, vômitos, dor de cabeça, visão turva e dificuldades respiratórias. Caso algum desses sinais seja identificado, é fundamental procurar imediatamente atendimento médico para a administração do antídoto.
A recomendação do ministro gerou repercussão em diversas esferas da sociedade, com organizações de saúde, profissionais médicos e até mesmo produtores de bebidas expressando preocupação com os recentes episódios de adulteração. A preocupação é com a segurança do consumo de bebidas em um cenário de incertezas quanto à origem e fiscalização de certos produtos.
O Ministério da Saúde também orientou a população a denunciar qualquer prática suspeita de adulteração de bebidas alcoólicas às autoridades competentes. Além disso, foi reforçada a importância de apoiar ações que visem melhorar a fiscalização e combater o tráfico de produtos ilegais.
O governo federal, junto com as autoridades de saúde pública, seguirá monitorando a situação, realizando campanhas educativas e intensificando o controle de qualidade das bebidas no mercado. A expectativa é que, com as ações tomadas, os números de intoxicação diminuam e a segurança alimentar e sanitária seja garantida à população.
A recomendação de Alexandre Padilha, ministro da Saúde, visa não só proteger a saúde da população, mas também conscientizar sobre a importância da responsabilidade ao consumir produtos de origem duvidosa. Com isso, espera-se que a crise seja minimizada e que os brasileiros possam consumir com mais segurança.









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