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MINAS GERAIS É O ESTADO COM MAIS CRIANÇAS DE 0 À 3 ANOS COM DIFICULDADES A ACESSO A CRECHES

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 12 de ago.
  • 2 min de leitura
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Por Guia Miraí


O Desafio do Acesso à Educação Infantil


Um levantamento recente do estudo “Todos Pela Educação” acende um sinal de alerta sobre a situação da educação infantil em Minas Gerais. O estado se destaca, de forma preocupante, por registrar a maior fila de espera por vagas em creches para crianças de 0 a 3 anos.


Os dados revelam que 247 mil crianças aguardavam por uma vaga em 2024, enquanto apenas 40% dessa faixa etária estão matriculadas, um índice significativamente inferior à média nacional de 41,2% e muito distante da meta de 50% estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE).


A pesquisa também expõe a profunda desigualdade social no acesso à educação. Enquanto apenas 30,6% das crianças mais pobres têm acesso a creches, esse número salta para 60% entre as famílias mais ricas. A falta de infraestrutura é outro fator crucial, com 55 municípios mineiros não oferecendo creches públicas para essa faixa etária. Além disso, 34% das cidades não adotam critérios de prioridade para o atendimento a crianças em situação de risco, agravando a exclusão social e aprofundando o ciclo de pobreza e desigualdade.


Manuela Miranda, gerente de políticas educacionais do “Todos Pela Educação”, ressalta que a ausência de acesso à educação infantil de qualidade vai além da simples falta de vagas. “A dificuldade de acesso prejudica o desenvolvimento cognitivo, social e emocional, com efeitos que se estendem até a fase adulta”, afirma Miranda. Ela destaca a urgência de ações coordenadas para enfrentar o problema, incluindo o financiamento adequado e a criação de um plano claro para expandir e qualificar a educação infantil em todo o país.


A especialista enfatiza a importância de investir na base da educação para garantir um futuro mais justo e equitativo para a sociedade. “Sem investir em educação infantil de qualidade, com atenção especial para as crianças mais vulneráveis, continuaremos privando muitas crianças e gerações inteiras de brasileiros de seu direito ao pleno desenvolvimento. Isso é inaceitável. Portanto, é fundamental que o avanço da educação infantil seja priorizado no Brasil”, conclui Manuela Miranda.


Os números e as declarações de especialistas reforçam a necessidade de um debate urgente e de ações concretas por parte do governo e da sociedade para reverter essa situação.


O desafio é grande, mas a garantia do acesso à educação infantil de qualidade é um passo fundamental para a construção de um futuro mais justo para as crianças e para o país.

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