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Mensalidades de escolas particulares podem subir até 11% em 2027 e preocupam famílias

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura


Reajuste previsto para o próximo ano supera a inflação projetada e pode aumentar a pressão sobre o orçamento dos pais e responsáveis

Por Guia Miraí


As famílias brasileiras que mantêm os filhos em escolas particulares devem enfrentar mensalidades mais caras em 2027. Um levantamento realizado pela consultoria Meira Fernandes aponta que os reajustes planejados pelas instituições de ensino privado devem ficar entre 7% e 11%, acima da inflação projetada para este ano.


Segundo a pesquisa, 98,9% das escolas consultadas pretendem reajustar os valores das mensalidades, enquanto 80,6% projetam aumentos dentro da faixa de 7% a 11%. O levantamento ouviu 1.500 instituições de ensino de oito estados brasileiros, incluindo Minas Gerais, reunindo aproximadamente 120 mil alunos.


O cenário chama atenção porque a inflação projetada pelo mercado para 2026 está em torno de 5,03%, o que significa que, em muitos casos, o reajuste das mensalidades deverá ficar significativamente acima da inflação.


Por que as escolas pretendem aumentar os valores?


De acordo com o levantamento, entre os principais fatores apontados pelas instituições estão o aumento da inadimplência e a necessidade de novos investimentos.


Mais da metade das escolas pesquisadas relatou ter registrado atrasos de pagamentos entre 2% e 5% no primeiro semestre de 2026. Além disso, 35,9% das instituições apontaram investimentos necessários para a educação inclusiva como um dos fatores de pressão sobre os custos, enquanto 16% citaram a contratação de profissionais especializados.


A alta rotatividade de funcionários também aparece entre os motivos: 28,8% das escolas afirmaram enfrentar custos elevados relacionados a demissões, novas contratações e treinamentos. Investimentos em segurança digital, proteção de dados, prevenção ao cyberbullying e adequações relacionadas ao ECA Digital também foram citados.


Apesar de não existir um percentual máximo nacional estabelecido para o reajuste das mensalidades, as instituições não podem simplesmente definir um aumento de forma arbitrária.


A Lei nº 9.870/1999 estabelece que a variação dos custos deve ser demonstrada por meio de uma planilha de custos. O reajuste também só pode ocorrer uma vez a cada período de 12 meses.


Além disso, a escola deve divulgar o valor da nova anuidade ou semestralidade e outras informações previstas na legislação com pelo menos 45 dias de antecedência da data final para matrícula.


Pais devem ficar atentos


Diante da possibilidade de reajustes de até 11%, especialistas recomendam que pais e responsáveis analisem cuidadosamente os novos valores apresentados pelas instituições.


Caso o aumento seja considerado excessivo ou não esteja acompanhado da devida justificativa, a família pode solicitar informações e a planilha de custos à escola e, se necessário, procurar órgãos de defesa do consumidor.


O cenário também pode levar algumas famílias a reavaliar o orçamento doméstico e até mesmo a permanência dos filhos na rede particular.


Para milhões de brasileiros, o período de rematrícula deverá vir acompanhado de uma preocupação adicional: quanto custará manter os filhos na escola no próximo ano.

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