Menino de 13 anos torna-se o primeiro caso registrado de cura de câncer cerebral terminal do tipo DIPG
- GUIA MIRAI

- há 5 dias
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Por Guia Mirai
Em um avanço sem precedentes na oncologia pediátrica, um menino belga de 13 anos, Lucas Jemeljanova, foi reconhecido como o primeiro paciente no mundo a alcançar remissão total definitiva de DIPG (glioma pontino intrínseco difuso) — um dos tumores cerebrais mais agressivos e até então considerados incuráveis. A notícia, confirmada por autoridades médicas europeias, representa um marco histórico para a medicina.
Lucas recebeu o diagnóstico de DIPG aos seis anos de idade, após apresentar sintomas neurológicos progressivos. O DIPG é um tumor raro localizado no tronco cerebral, região que controla funções vitais como respiração e batimentos cardíacos.
A doença é conhecida por sua evolução rápida: a taxa de mortalidade é de cerca de 98%, e a expectativa de vida após o diagnóstico costuma ser de 9 a 12 meses. Até hoje, nenhum tratamento havia demonstrado eficácia comprovada para impedir a progressão da doença a longo prazo.
A reviravolta ocorreu quando Lucas foi selecionado para participar de um ensaio clínico francês, onde recebeu tratamento com everolimo, um medicamento já utilizado para outras condições, mas ainda experimental para DIPG.
Segundo o relatório médico divulgado em 2024:
• O tumor começou a regredir após o início do protocolo.
• Exames de imagem subsequentes mostraram redução constante da massa tumoral.
• Em poucos meses, o DIPG desapareceu completamente, sem sinais de atividade residual.
• Após anos de acompanhamento rigoroso, a remissão foi considerada total e estável.
Autoridades de saúde confirmaram que se trata da primeira remissão total já documentada desse tipo de câncer em toda a literatura médica.
Como o tratamento funcionou?
O everolimo atua bloqueando a proteína mTOR, envolvida na proliferação de células malignas. Nos resultados apresentados, os pesquisadores observaram que:
• O medicamento impediu o crescimento do tumor.
• A resposta de Lucas foi potencializada por uma mutação genética rara identificada no próprio tumor, o que pode ter ampliado a eficácia da droga.
• A combinação entre genética tumoral, resposta imunológica e terapia direcionada criou uma condição inédita para o desaparecimento completo do DIPG.
A comunidade oncológica recebeu o caso com entusiasmo e cautela. Embora seja o primeiro caso comprovado de cura, especialistas afirmam que:
• É necessário ampliar os estudos para entender por que Lucas apresentou resposta tão extraordinária.
• Ensaios clínicos maiores já estão sendo projetados para avaliar o papel do everolimo e de outras terapias direcionadas.
• O caso reacende a esperança em uma área onde, até então, nenhuma opção terapêutica havia se mostrado realmente eficaz.
Pesquisadores acreditam que este marco pode abrir portas para tratamentos personalizados, guiados por mutações específicas em tumores pediátricos.
A família de Lucas, que manteve discrição ao longo da jornada, expressou gratidão aos médicos e ao programa de pesquisa que possibilitou o tratamento. Organizações de apoio a pacientes com DIPG destacam que o caso reacende a esperança para milhares de famílias que enfrentam diagnósticos semelhantes.
O caso de Lucas Jemeljanova representa um ponto de virada na história da oncologia pediátrica. Embora ainda seja cedo para afirmar que se trata do início de uma nova era de curas, a conquista abre caminhos antes inimagináveis no combate ao DIPG — um dos tumores mais desafiadores da medicina moderna.









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