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MAIS DE 4 MIL PEIXES MORREM NO RIO PARAOPEBA EM SUSPEITA DE DESPEJO QUÍMICO

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 10 de set.
  • 2 min de leitura
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Por Guia Miraí


Uma mortandade de mais de 4 mil peixes foi registrada no Rio Paraopeba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, levantando a suspeita de um grave crime ambiental. Órgãos de fiscalização investigam a possibilidade de um produto químico potente ter sido lançado nas águas, causando a morte de diversas espécies, incluindo algumas conhecidas por sua resistência.


Os primeiros relatos de moradores e pescadores sobre a mortandade começaram no sábado, dia 6 de junho, na altura do município de Esmeraldas. Imagens e vídeos que circularam nas redes sociais mostravam uma grande quantidade de peixes, de diferentes tamanhos, acumulados nas margens e boiando na superfície do rio. Testemunhas relataram que a água não apresentava alteração visível, sugerindo que a contaminação era inodora e incolor.


De acordo com o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba (CBH Paraopeba), Heleno Maia, a suspeita é de que um produto químico tenha sido despejado no rio na noite da sexta-feira, dia 5 de junho, na direção do Rio Betim. A presença de espécies como piranha, pacamã e surubim entre os peixes mortos, que são espécies consideradas mais robustas, é um forte indicativo de que a água foi atingida por uma substância de alta toxicidade.


Equipes da Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM) e da Polícia Militar de Meio Ambiente foram acionadas para colher amostras da água e iniciar as investigações. O objetivo é identificar a origem do despejo e o tipo de substância utilizada. A apuração inicial busca possíveis conexões com indústrias da região, mas nenhuma fonte foi confirmada até o momento.


O incidente ocorre pouco mais de um ano após o colapso da barragem de minério da Vale em Brumadinho, que despejou milhões de metros cúbicos de rejeitos na bacia do Rio Paraopeba, impactando drasticamente a fauna e a flora locais. Este novo caso reacende o alerta sobre a vulnerabilidade do rio e a necessidade de fiscalização rigorosa para a proteção do ecossistema.

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