MAIORIA DOS BRASILEIROS VIVEM COM RENDA DE ATÉ R$ 5 MIL; NORDESTE CONCENTRA OS MAIORES PERCENTUAIS
- GUIA MIRAI

- 16 de nov.
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Por Guia Miraí
(Com informações de Hub do Investidore Jayme Simão)
A maior parte da população brasileira continua inserida na faixa de renda mensal de até R$ 5 mil, segundo dados reunidos pelo Hub do Investidor. O levantamento aponta que cerca de 81% dos trabalhadores recebe valores abaixo desse limite, revelando um cenário persistente de baixa remuneração no país.
Apesar da média nacional elevada, o estudo mostra que a distribuição da renda apresenta diferenças expressivas entre as regiões. Estados do Nordeste figuram entre aqueles com os maiores percentuais de trabalhadores dentro da faixa mais baixa, enquanto unidades federativas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste registram índices menores.
Os estados nordestinos lideram o ranking de concentração de renda até R$ 5 mil. No Maranhão, o índice chega a 94,8%, o maior do país. Em seguida aparecem Piauí (93,2%), Ceará (93,1%), Pernambuco (92,3%) e Bahia (92,2%). Em todos eles, ao menos nove entre dez trabalhadores se enquadram nessa categoria.
Economistas atribuem essa predominância a fatores como menor industrialização, dificuldades de infraestrutura, baixa escolaridade média e altos índices de informalidade. A região também concentra atividades econômicas de menor produtividade, o que limita a oferta de empregos com remuneração superior.
Nos estados considerados economicamente mais desenvolvidos, a proporção de trabalhadores com renda até R$ 5 mil é significativamente menor. O Distrito Federal registra o índice mais baixo do país, com 48,1%, reflexo da forte presença do setor público e de atividades de alta qualificação.
Em São Paulo, maior economia do Brasil, 67,5% da população economicamente ativa recebe até R$ 5 mil. Em Santa Catarina, o percentual é de 68,2%. No Rio Grande do Sul, 72,4% dos trabalhadores estão na faixa analisada.
Especialistas afirmam que esses estados se beneficiam de cadeias produtivas diversificadas, indústrias de maior valor agregado e maior qualificação da mão de obra.
A diferença entre os extremos do país evidencia a permanência de assimetrias estruturais no desenvolvimento nacional. Embora os dados reforcem tendências já conhecidas, mostram também que a disparidade econômica entre regiões permanece elevada.
Segundo analistas, ampliar o acesso à educação, investir em infraestrutura e incentivar atividades de maior produtividade são medidas essenciais para reduzir o abismo entre estados ricos e pobres.
A distribuição desigual da renda impõe desafios ao governo federal e às administrações estaduais. Especialistas defendem a criação de programas que promovam mobilidade social, combatam a informalidade e atraiam investimentos para regiões menos desenvolvidas.
Mesmo com avanços pontuais em alguns estados, o país ainda convive com fortes contrastes socioeconômicos que influenciam diretamente a qualidade de vida, a oferta de empregos e o crescimento regional.









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