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JUSTIÇA ANULA ABSOLVIÇÃO E DETERMINA NOVO JULGAMENTO DE ACUSADO NO CASO DA MULHER ENTERRADA VIVA EM VISCONDE DO RIO BRANCO

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 5 de jun.
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí

(Informações de Rádio Mega Hits/ G1)


A Justiça de Minas Gerais determinou que Pedro Henrique Rocha Gomes, conhecido como "Pedrão", seja submetido a um novo julgamento pelo Tribunal do Júri no caso que ganhou repercussão nacional após uma mulher ser espancada e enterrada viva em uma gaveta funerária do Cemitério Municipal de Visconde do Rio Branco, em março de 2023.


A decisão foi tomada pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que acolheu recurso apresentado pelo Ministério Público. Os desembargadores entenderam que a absolvição do acusado foi "manifestamente contrária à prova dos autos", anulando o resultado do julgamento anterior.


Segundo o processo, a vítima e testemunhas apontaram a participação ativa de Pedro Henrique nas agressões sofridas pela mulher antes de ela ser levada ao cemitério e colocada dentro da gaveta funerária. Com a nova decisão, ele deverá voltar ao banco dos réus para ser julgado novamente por um novo Conselho de Sentença.


Condenados seguem presos


Enquanto aguarda o novo julgamento em liberdade, Pedro Henrique permanece solto desde janeiro de 2025, quando deixou a prisão após ser absolvido em primeira instância.


Já os outros dois acusados continuam presos. João Luciano da Cunha Souza, conhecido como "Índio", foi condenado a 23 anos e 6 meses de reclusão, além de 723 dias-multa. Wallace Mateus dos Santos, apelidado de "Pangué", recebeu pena de 23 anos de prisão em regime inicial fechado e também 723 dias-multa.


As condenações dos dois foram mantidas integralmente pelo TJMG. Ambos cumprem pena na Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires, em Juiz de Fora.


Crime chocou o país


De acordo com as investigações, a vítima vinha sendo ameaçada e obrigada pelos criminosos a guardar armas e drogas para o grupo. Após o desaparecimento desses materiais ilícitos, os acusados passaram a responsabilizá-la.


No dia 28 de março de 2023, a mulher foi brutalmente agredida com porretes e barras de ferro e levada ao Cemitério Municipal de Visconde do Rio Branco. No local, ela foi colocada viva em uma gaveta funerária, que foi fechada com tijolos e cimento.


Horas depois, por volta das 7h da manhã, coveiros perceberam que uma das estruturas havia sido recentemente lacrada. Ao ouvirem gemidos e pedidos de socorro vindos do interior da sepultura, acionaram a Polícia Militar, que realizou o resgate da vítima com vida.


Investigação e acusações


Após as investigações conduzidas pela Polícia Civil, os três envolvidos foram indiciados por tentativa de homicídio qualificado, tortura, extorsão, violação de sepultura e associação para o tráfico de drogas.


O caso teve grande repercussão devido à crueldade do crime e à sobrevivência da vítima, que conseguiu ser resgatada antes de morrer dentro da estrutura funerária.


Com a publicação do acórdão do TJMG, ficam mantidas as condenações de João Luciano e Wallace Mateus, enquanto Pedro Henrique deverá enfrentar um novo julgamento popular para que os jurados decidam novamente sobre sua responsabilidade no caso.

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