INFARTOS CRESCEM 150% ENTRE JOVENS NO BRASIL E ACENDEM ALERTA SOBRE HÁBITOS DE VIDA
- GUIA MIRAI

- 1 de ago.
- 2 min de leitura

Por Guia Miraí
Dados alarmantes divulgados pelo Ministério da Saúde revelam um aumento de 150% nas internações por infarto agudo do miocárdio em pessoas com menos de 40 anos no Brasil. Em 2000, o índice era de menos de dois casos a cada 100 mil habitantes. Em 2024, esse número saltou para quase cinco, representando uma tendência preocupante entre a população mais jovem.
O cardiologista e professor Miguel Ângelo Noronha, do UniBH, aponta que o cenário está diretamente ligado a mudanças no estilo de vida. “O aumento do sobrepeso, o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ricos em sódio, o sedentarismo, uso de álcool, cigarro e, principalmente, o uso indiscriminado de anabolizantes estão entre os principais fatores que contribuem para a formação precoce de placas de gordura nas artérias”, explica.
Essas placas, chamadas ateroscleróticas, se acumulam ao longo do tempo e podem bloquear totalmente as artérias coronárias, impedindo que o oxigênio chegue ao músculo cardíaco. O bloqueio súbito pode resultar em um infarto fulminante.
Segundo Noronha, os jovens correm risco ainda maior do que os idosos em casos de obstrução total das artérias, já que não possuem circulação colateral bem desenvolvida, que poderia ajudar o sangue a contornar a área afetada. “Essa falta de rotas alternativas agrava o impacto de uma obstrução, aumentando as chances de morte súbita”, afirma.
Os sintomas de alerta incluem dor no peito, náuseas, tontura, suor excessivo e desconforto durante atividades físicas. Diante desses sinais, a recomendação é procurar imediatamente atendimento médico.
Apesar de não ser possível reverter a obstrução já existente nas artérias, há formas eficazes de controlar o avanço da doença. O especialista destaca a importância do acompanhamento médico e do uso de medicamentos para controlar colesterol, glicemia e pressão arterial, além de mudanças no estilo de vida. “Parar de fumar, adotar uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas regularmente são atitudes que salvam vidas”, conclui.
O alerta acende um sinal vermelho para a necessidade de ações preventivas desde cedo, reforçando o papel da educação em saúde, especialmente entre adolescentes e jovens adultos.









Comentários