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HORÁRIO DE VERÃO É DESCARTADO O RETORNO IMEDIATO, MAS GOVERNO REFLETE SOBRE MEDIDA

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 23 de set.
  • 2 min de leitura
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Por Guia Miraí


O Ministério de Minas e Energia (MME) esclareceu, na última quinta-feira (18), que o retorno do horário de verão ainda não está confirmado para este ano. Em nota, a pasta ressaltou que o tema continua sendo “permanentemente avaliado”, mas que, no momento, não há necessidade de adotar a medida, uma vez que o sistema elétrico nacional não enfrenta grandes riscos.


O Ministro Alexandre Silveira destacou que o horário de verão só seria considerado caso houvesse uma necessidade real de aliviar o sistema interligado, especialmente durante os horários de pico, que acontecem em períodos secos. “O horário de verão só faria sentido diante de uma real necessidade do sistema elétrico, o que não ocorre atualmente”, afirmou Silveira.


Segundo o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), as condições dos reservatórios estão favoráveis, e a expectativa é de normalidade no fornecimento de energia, mesmo com o aumento do consumo durante os meses mais quentes. O cenário atual é considerado mais positivo que o de 2024, quando o Brasil enfrentou uma seca severa, o que elevou o risco de pressão no sistema elétrico.


O horário de verão, criado no Brasil em 1931, consistia em adiantar os relógios em uma hora para aproveitar melhor a luz natural e reduzir o consumo de energia no início da noite. A medida, que foi adotada de forma intermitente ao longo das décadas, deixou de ser aplicada nos últimos anos, após estudos técnicos apontarem que os hábitos de consumo mudaram. Hoje, a maior demanda de energia ocorre no período da tarde, reduzindo a eficácia da política.


O MME, no entanto, reafirma que outras ações estão sendo priorizadas para garantir a confiabilidade do sistema elétrico. Entre as ações citadas pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico estão a maximização da produção das usinas de Itaipu e São Francisco, além da redução de defluências nas hidrelétricas da bacia do Rio Paraná, sempre que necessário para preservar os reservatórios.


Com isso, a medida que ficou marcada em décadas passadas como uma solução para problemas energéticos continua sendo revista, enquanto o Brasil busca alternativas para garantir o fornecimento de energia sem impactar o bem-estar da população.

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