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HOMEM QUE AGREDIU PROFESSOR É LIBERADO APÓS DEPOIMENTO E DEVE CUMPRIR PENAS ALTERNATIVAS

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 22 de out.
  • 2 min de leitura

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Por Guia Miraí


Um professor de 53 anos foi brutalmente agredido dentro de uma escola pública do Distrito Federal por um homem de 41 anos, pai de uma aluna. O agressor invadiu o colégio após saber que o educador havia advertido sua filha por usar o celular durante a aula.


Enfurecido, o homem desferiu ao menos nove socos no rosto do professor, em plena sala de aula e diante de alunos e servidores. A vítima teve ferimentos na face, óculos quebrados e precisou de atendimento médico imediato.


O homem foi levado à delegacia e prestou depoimento, sendo liberado logo em seguida após assinar um termo de compromisso. Saiu pela mesma porta por onde entrou. A violência, porém, ficou marcada na escola e na vida do educador agredido.


De acordo com o Código Penal Brasileiro, o agressor cometeu ao menos três crimes:

• Lesão corporal (Art. 129) — Pena de 3 meses a 1 ano de detenção;

• Injúria (Art. 140) — Pena de 1 a 6 meses de detenção ou multa;

• Desacato (Art. 331) — Pena de 6 meses a 2 anos de detenção.


Somadas, as penas podem chegar a 3 anos e 8 meses de prisão, mas, como o total é inferior a 4 anos, dificilmente haverá regime fechado.


A Justiça deve converter a pena em medidas alternativas, como prestação de serviços comunitários ou doação de cestas básicas. Em outras palavras, o homem que espancou um professor dentro da escola poderá “pagar” pelo crime com algumas horas de serviço ou doações de alimentos.


O caso gerou indignação entre professores e servidores públicos, que veem mais um episódio de violência contra educadores sem uma resposta proporcional da Justiça.


Enquanto o agressor deve cumprir penas leves, o professor precisará lidar com traumas físicos e emocionais provocados pela covardia da agressão.


Mais uma vez, uma escola pública se transforma em palco de violência e impunidade, refletindo o cenário de desvalorização e vulnerabilidade que atinge os profissionais da educação no país.

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