Governo prepara decreto para definir exceções ao fim da escala 6x1; algumas profissões poderão ter jornadas diferenciadas


Regulamentação deverá contemplar atividades com funcionamento contínuo, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Medida está em discussão no Ministério do Trabalho.
Por Guia Miraí
(Fonte: SBT News e CNN Brasil)
O governo federal está preparando uma regulamentação para definir quais categorias profissionais poderão ter jornadas diferenciadas após o fim da escala 6x1. A informação foi divulgada pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado, em entrevista ao SBT News.
Segundo a parlamentar, o Ministério do Trabalho está discutindo a elaboração de um decreto para estabelecer regras específicas para atividades cujas jornadas não se encaixam no modelo tradicional de cinco dias de trabalho e dois de descanso.
A discussão ocorre após a promulgação, em 16 de outubro de 2026, da emenda constitucional que estabelece mudanças na jornada de trabalho brasileira.
Quais profissões poderão ter exceções?
A proposta considera atividades que precisam manter seus serviços em funcionamento contínuo, inclusive durante noites, finais de semana e feriados.
Entre os setores que poderão ter regras específicas estão:
* Saúde: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e profissionais de hospitais;
* Segurança: vigilantes e trabalhadores de serviços de proteção;
* Transporte: profissionais de atividades com escalas operacionais especiais;
* Limpeza urbana: trabalhadores da coleta de lixo e serviços essenciais;
* Aviação: aeroviários e profissionais de operações aeroportuárias.
Também poderão ser consideradas atividades industriais, de energia, saneamento e outras que exigem funcionamento ininterrupto.
A lista definitiva das categorias e as condições específicas ainda não foram oficialmente divulgadas.
O que disse a senadora?
Teresa Leitão explicou que existem jornadas consideradas atípicas, como os regimes de plantão e determinadas atividades da aviação, que precisam de regulamentação própria.
Segundo ela, o objetivo é encontrar uma solução que não prejudique os trabalhadores nem as empresas que dependem desses modelos de contratação.
A senadora afirmou que as discussões estão em andamento no Ministério do Trabalho e que a expectativa é resolver as excepcionalidades até o final de 2026.
Quando as mudanças começam a valer?
De acordo com as informações divulgadas sobre a emenda constitucional, a mudança está prevista para começar em dezembro de 2026, com redução gradual da jornada semanal de trabalho, de 44 para 40 horas.
A nova organização prevê dois dias de descanso semanal, sem redução salarial, mas não significa necessariamente que todos os trabalhadores terão folgas aos sábados e domingos.
O fim da escala 6x1 terá exceções?
Essa é justamente a questão que o governo pretende esclarecer por meio da regulamentação.
É importante destacar que a existência de exceções não significa que determinadas categorias perderão automaticamente o direito ao descanso semanal. A proposta é estabelecer formas específicas de organização das jornadas, respeitando os limites legais e os direitos dos trabalhadores.
O decreto ainda está em elaboração e deverá esclarecer como ficará a situação das diferentes categorias profissionais.







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