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FILHA DESCOBRE QUE SUA PRÓPRIA MÃE ERA AUTORA DO BULLYING SOFRIDO POR UM ANO NA INTERNET

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 21 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


Um caso perturbador abalou a comunidade de Mount Pleasant, em Michigan (EUA), quando se descobriu que uma adolescente vinha sendo alvo de uma campanha de assédio virtual organizada pela própria mãe. A história, que parecia um caso típico de cyberbullying, ganhou contornos ainda mais chocantes quando as investigações revelaram que a agressora era Kendra Licari, de 42 anos, mãe da vítima e técnica assistente do time escolar da filha.


Durante quase um ano, a jovem e seu namorado receberam centenas de mensagens anônimas com ofensas, ameaças e até incentivos à automutilação. A situação chegou a tal ponto que a adolescente, desesperada, buscou apoio justamente em sua mãe — sem imaginar que era ela quem estava por trás dos ataques.


As mensagens, enviadas por redes sociais e aplicativos de texto, eram cuidadosa e friamente planejadas. Para dificultar a investigação, Kendra usava conexões Wi-Fi públicas e redes privadas virtuais (VPNs) para mascarar sua identidade digital. Em um momento, chegou a acusar falsamente um colega da filha, na tentativa de desviar as suspeitas.


O caso chamou a atenção do FBI, que assumiu as investigações e analisou os rastros digitais deixados pela autora. O resultado foi um extenso dossiê com mais de 300 páginas de mensagens abusivas. Em 2023, diante das provas irrefutáveis, Kendra Licari se declarou culpada em tribunal.


Ela foi condenada a até cinco anos de prisão por perseguição a menor, uso indevido de dispositivos eletrônicos e tentativa de obstrução da justiça. Promotores chegaram a levantar a possibilidade de que Kendra sofresse de síndrome de Munchausen por procuração digital, um distúrbio psicológico raro em que o agressor provoca sofrimento em outra pessoa — muitas vezes um filho — para manter controle ou atenção.


O caso provocou debates sobre os riscos do abuso psicológico dentro das próprias famílias e o papel das redes sociais em facilitar esse tipo de violência. A adolescente, cuja identidade permanece preservada, segue sob acompanhamento psicológico.


A escola onde tudo começou reforçou suas políticas de combate ao bullying e apoio emocional a estudantes. Autoridades locais também alertam para a importância de denunciar qualquer suspeita de abuso — mesmo quando o agressor possa ser alguém inesperado.

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