EUA avaliam nova ofensiva contra Alexandre de Moraes em meio à tensão política antes das eleições de 2026
- GUIA MIRAI

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Por Guia Miraí
Uma nova escalada na tensão entre setores do governo dos Estados Unidos e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou ao centro do debate político brasileiro. Informações divulgadas nesta semana apontam que aliados do presidente Donald Trump estariam articulando uma nova ofensiva contra o magistrado, que poderia incluir medidas de pressão diplomática e financeira.
Segundo reportagens recentes, a possibilidade de retomada de sanções americanas contra Moraes ganhou força após novos episódios envolvendo o ministro e investigações em andamento no Brasil.
Possível retomada da Lei Magnitsky
O principal instrumento citado nas articulações é a Lei Magnitsky, mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para aplicar sanções contra estrangeiros acusados pelo governo americano de envolvimento em graves violações de direitos humanos ou corrupção.
Moraes já foi alvo de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA em julho de 2025. Na ocasião, Washington afirmou que o ministro teria utilizado sua posição para autorizar detenções consideradas arbitrárias e restringir a liberdade de expressão.
Posteriormente, as sanções foram retiradas. Agora, aliados de Trump defendem que elas sejam novamente aplicadas. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou, em entrevista publicada nesta semana, que ele e aliados já solicitaram ao governo americano a reativação das medidas contra Moraes.
Disputa também chegou à Justiça americana
Além da questão das sanções, Moraes enfrenta uma batalha judicial nos Estados Unidos. As empresas Rumble e Trump Media & Technology Group entraram com uma ação na Justiça da Flórida questionando decisões atribuídas ao ministro relacionadas à remoção ou suspensão de conteúdos e contas em plataformas digitais.
Em junho, a Justiça americana autorizou a participação do governo brasileiro no processo. A Advocacia-Geral da União (AGU) argumenta que as decisões de Moraes foram tomadas no exercício de sua função como ministro do STF e representam atos de soberania brasileira.
Impacto nas eleições de 2026
O possível novo embate ocorre em um momento particularmente sensível para o Brasil, às vésperas das eleições de 2026.
Uma eventual retomada das sanções contra Moraes poderia aumentar a pressão internacional sobre o STF e provocar novas reações entre o governo brasileiro, autoridades americanas e grupos políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apesar das informações sobre uma possível “ação decisiva”, não há, até o momento, anúncio oficial do governo dos Estados Unidos confirmando uma nova medida contra Moraes. A lista oficial de comunicados recentes do Departamento do Tesouro americano não apresenta, até agora, um novo anúncio de sanções contra o ministro.
O cenário, portanto, permanece em aberto e poderá ganhar novos capítulos nas próximas semanas, especialmente diante da proximidade do calendário eleitoral brasileiro.







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