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Descarte de baterias de carros elétricos preocupa especialistas e acende alerta ambiental no Brasil

Foto do escritor: GUIA MIRAI
GUIA MIRAI
há 11 minutos
2 min de leitura

Com o crescimento da frota de veículos elétricos e híbridos, destinação correta das baterias se torna um desafio para fabricantes, governos e consumidores. Descarte irregular pode contaminar o solo e a água.


Por Guia Miraí


O avanço dos carros elétricos e híbridos no mercado brasileiro traz benefícios relacionados à redução das emissões de poluentes durante o uso dos veículos, mas também levanta uma preocupação ambiental: o que fazer com as baterias quando elas chegam ao fim da vida útil?


O tema tem chamado a atenção de especialistas, principalmente diante da necessidade de ampliar a estrutura de recolhimento, reaproveitamento e reciclagem desses componentes. Sem uma destinação adequada, as baterias podem representar riscos ambientais e exigir cuidados específicos no transporte, armazenamento e tratamento.


Descarte incorreto pode contaminar o meio ambiente


As baterias utilizadas em veículos elétricos são fabricadas com diferentes materiais, dependendo da tecnologia empregada. Entre elas estão as de íons de lítio, incluindo as que utilizam a química LFP (lítio-ferro-fosfato).


Quando descartadas de maneira irregular, essas baterias podem provocar contaminação ambiental e apresentar riscos de incêndio, especialmente se forem danificadas ou manuseadas incorretamente.


O vazamento de substâncias e a liberação de materiais presentes nos componentes podem comprometer o solo e os recursos hídricos. Por isso, especialistas alertam que esses equipamentos não devem ser jogados no lixo comum, abandonados em terrenos ou descartados em rios e córregos.


Quem é responsável pela destinação das baterias?


A Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei nº 12.305/2010, estabelece a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e prevê mecanismos de logística reversa para diferentes tipos de resíduos.


No setor automotivo, a estruturação de sistemas específicos para recolher e encaminhar baterias usadas é fundamental para garantir uma destinação ambientalmente adequada.


Fabricantes, importadores, distribuidores e demais participantes da cadeia produtiva têm responsabilidades que devem ser observadas conforme a legislação aplicável a cada produto e sistema de logística reversa.


Baterias podem ganhar uma segunda vida


Antes de serem encaminhadas diretamente para a reciclagem, algumas baterias podem passar por avaliações técnicas para verificar se ainda possuem capacidade de armazenamento de energia.


Quando apresentam condições adequadas, podem ser reaproveitadas em aplicações estacionárias, como sistemas de armazenamento de eletricidade. Essa alternativa, conhecida como segunda vida, pode prolongar a utilização dos componentes e reduzir a necessidade de descarte imediato.


Quando o reaproveitamento não é viável, a reciclagem especializada permite recuperar materiais que podem retornar à cadeia produtiva, contribuindo para o uso mais eficiente dos recursos naturais.


O desafio para os próximos anos


Com a expansão da mobilidade elétrica, o Brasil precisará avançar na infraestrutura de coleta, transporte seguro, reaproveitamento e reciclagem de baterias automotivas.


O desenvolvimento de soluções adequadas será importante para reduzir impactos ambientais e garantir que os benefícios da eletrificação dos transportes sejam acompanhados de uma gestão responsável dos resíduos.


A orientação aos proprietários é procurar a concessionária, o fabricante ou uma rede autorizada para obter informações sobre o destino correto da bateria. Nunca tente desmontar ou descartar o componente por conta própria.

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