top of page
logo branca.png

Casos de fungo raro que pode causar abscessos no cérebro aumentam nos Estados Unidos

Foto do escritor: GUIA MIRAI
GUIA MIRAI
há 34 minutos
2 min de leitura

Levantamento divulgado pelo CDC identificou aumento de aproximadamente quatro vezes nas detecções de Cladophialophora bantiana entre 2023 e 2025. Cientistas investigam as razões do crescimento e alertam para a gravidade da infecção.


Por Guia Miraí

(Fonte: CDC — Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos)


Um fungo raro associado a infecções graves no cérebro está preocupando pesquisadores nos Estados Unidos. Trata-se do Cladophialophora bantiana, um tipo de bolor capaz de atingir o sistema nervoso central e provocar abscessos cerebrais, quadros que podem ser fatais.


Em relatório publicado em outubro de 2026, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) informou que as detecções desse fungo em um laboratório de referência aumentaram aproximadamente quatro vezes entre 2023 e 2025. Os pesquisadores ressaltam, porém, que ainda não sabem explicar a causa desse crescimento.


O que os números revelam?


O levantamento analisou amostras examinadas por um laboratório de referência da Universidade de Washington entre janeiro de 2009 e julho de 2026.


Nesse período, foram identificados 48 casos confirmados e um provável caso. O número anual de detecções passou de uma a cinco ocorrências entre 2009 e 2023 para oito em 2024 e 14 em 2025.


A maioria das amostras positivas veio do sistema nervoso central. Os pesquisadores também identificaram ocorrências em amostras pulmonares.


O CDC ressalta que os dados são provenientes de um único laboratório de referência e não representam necessariamente o total de infecções existentes nos Estados Unidos.


Como o fungo pode atingir o cérebro?


Acredita-se que a infecção possa começar pela inalação de esporos presentes no ambiente ou pela entrada do fungo através de uma lesão na pele. Depois, ele pode se disseminar pelo organismo e alcançar o cérebro.


A infecção pode provocar a formação de abscessos, que são acúmulos de pus nos tecidos. O diagnóstico pode ser complexo e exige avaliação médica e exames específicos.


Segundo o CDC, aproximadamente metade dos pacientes descritos em estudos anteriores não apresentava uma condição prévia conhecida de comprometimento do sistema imunológico. Isso demonstra que a doença não está restrita exclusivamente a pessoas imunossuprimidas.


Infecção é grave e pode ser fatal


O relatório aponta que a infecção por Cladophialophora bantiana está associada a uma taxa de mortalidade estimada entre 60% e 70%, mesmo com tratamento intensivo.


Apesar da gravidade, trata-se de uma infecção rara. O aumento das detecções não significa que exista uma epidemia generalizada, nem que o fungo esteja se espalhando diretamente entre as pessoas.


Os pesquisadores afirmam que ainda são necessárias mais investigações para compreender os fatores de risco, as possíveis formas de exposição e as razões para o aumento observado.


Existe risco para o Brasil?


O relatório divulgado pelo CDC trata de detecções realizadas nos Estados Unidos. Os dados apresentados não comprovam aumento de casos no Brasil nem indicam a existência de um surto no país.


A principal recomendação é que profissionais de saúde considerem esse fungo entre as possíveis causas de abscessos cerebrais, especialmente quando os exames iniciais não esclarecem a origem da infecção.


O alerta dos cientistas é para a gravidade da doença e a necessidade de ampliar a vigilância e as pesquisas, e não para um risco de contágio generalizado na população.

Comentários


bottom of page