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Denúncia de garimpo ilegal no Rio Carangola termina com três presos em Porciúncula RJ

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 14 de jun.
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


Uma operação conjunta das forças de segurança resultou na prisão de três pessoas suspeitas de envolvimento em atividades de extração ilegal de ouro no Rio Carangola, no município de Porciúncula, no Noroeste Fluminense.


A ação foi realizada após denúncias sobre a presença de uma estrutura utilizada para garimpo no leito do rio. Durante a fiscalização, agentes localizaram uma balsa equipada com materiais destinados à extração mineral e flagraram dois homens realizando trabalhos de sucção de cascalho, técnica frequentemente empregada na busca por ouro em cursos d’água.


No local, foram apreendidos equipamentos de mergulho, mangueiras de sucção, motores e tapetes utilizados para a retenção de partículas minerais. Segundo as autoridades, o material seria empregado na separação e coleta do ouro retirado do fundo do rio.


Além dos dois trabalhadores encontrados na operação, o proprietário da embarcação também foi conduzido pelas equipes de segurança. Os três suspeitos foram autuados em flagrante e encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.


A operação contou com a participação da Guarda Civil Municipal, da Polícia Civil e da Secretaria Municipal de Ordem Pública. As autoridades destacaram que a atividade de mineração em rios depende de licenciamento ambiental e autorização dos órgãos competentes, sendo considerada ilegal quando realizada sem as permissões exigidas pela legislação.


O caso deverá ser aprofundado pela Polícia Federal, que ficará responsável pela investigação para apurar a origem da atividade, possíveis financiadores e eventuais danos ambientais causados ao Rio Carangola.


Especialistas alertam que a extração irregular de ouro em rios pode provocar assoreamento, alteração do curso das águas, destruição de habitats aquáticos e prejuízos à qualidade da água utilizada pela população. Dependendo dos métodos empregados, a atividade também pode causar danos permanentes ao ecossistema local.


As autoridades reforçam que as investigações continuam e que os suspeitos têm direito à ampla defesa e ao contraditório durante o processo.

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