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CPMI do INSS aponta envolvimento de grandes igrejas e pastores em esquema de fraudes, diz Damares Alves

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 15 de jan.
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS identificou a participação de grandes igrejas e líderes religiosos em um amplo esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas da Previdência Social. As declarações foram feitas durante os trabalhos da comissão e reveladas nesta semana, aumentando a pressão política e institucional em torno das investigações.


Segundo a parlamentar, a CPMI já reuniu indícios suficientes para apontar que entidades religiosas teriam sido utilizadas para descontos indevidos em benefícios previdenciários, prática que afetou milhares de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os valores eram cobrados mensalmente, muitas vezes sem o consentimento ou sequer o conhecimento dos beneficiários.


Damares relatou ainda que, após a identificação de igrejas de grande porte e pastores influentes no esquema, os membros da CPMI passaram a sofrer pressões externas com o objetivo de frear ou dificultar o avanço das investigações. De acordo com a senadora, há tentativas claras de obstrução dos trabalhos da comissão, o que, segundo ela, evidencia a gravidade e a profundidade das descobertas.


“Estamos falando de organizações poderosas, com forte influência política e social. As tentativas de intimidar ou atrasar a CPMI apenas reforçam a necessidade de irmos até o fim”, afirmou a senadora.


As investigações apontam que associações e entidades ligadas a grupos religiosos firmavam convênios com o INSS para oferecer supostos serviços ou benefícios aos aposentados. Na prática, esses convênios eram usados para autorizar descontos automáticos nos contracheques, muitas vezes sem autorização válida ou com documentos fraudados.


Em vários casos, os aposentados só percebiam as cobranças após meses ou anos, quando os prejuízos financeiros já eram significativos.


Diante da complexidade do caso e do volume de informações levantadas, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), propôs a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias. O objetivo é aprofundar as apurações, ouvir novos depoimentos e analisar documentos que podem levar à responsabilização civil e criminal dos envolvidos.


A proposta de prorrogação conta com apoio de parte expressiva dos parlamentares, que defendem a necessidade de uma investigação rigorosa para proteger aposentados e pensionistas, considerados um dos grupos mais vulneráveis da população.


A CPMI deve intensificar a convocação de representantes de entidades religiosas, dirigentes de associações conveniadas ao INSS e autoridades responsáveis pela fiscalização dos contratos. O relatório final poderá resultar no envio de provas ao Ministério Público e à Polícia Federal, além de sugestões de mudanças na legislação para evitar novas fraudes.

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