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CORREIOS REGISTRAM ROMBO BILIONÁRIO DE R$ 2,6 BI E ALERTAM GOVERNO SOBRE RISCO DE COLAPSO FINANCEIRO

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 7 de set.
  • 2 min de leitura
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Por Guia Miraí


Os Correios atravessam um dos momentos mais delicados de sua história recente. A estatal registrou um prejuízo de R$ 2,64 bilhões no segundo trimestre de 2025, resultado quase cinco vezes maior do que o saldo negativo de R$ 553,2 milhões no mesmo período de 2024.


O balanço divulgado nesta semana aponta que, no acumulado do primeiro semestre, o déficit já chega a R$ 4,37 bilhões, escancarando o agravamento da crise financeira de uma empresa que há anos convive com queda nas receitas, aumento da concorrência privada e dificuldades estruturais.


De acordo com o relatório da estatal, o resultado negativo decorre principalmente da queda nas receitas de serviços postais e de encomendas, ao mesmo tempo em que as despesas aumentaram, especialmente em razão de sentenças judiciais, reajustes salariais e custos operacionais crescentes.


Especialistas do setor avaliam que a retração no uso dos serviços tradicionais de correspondência, substituídos por soluções digitais, e a competição acirrada com empresas privadas de logística e comércio eletrônico têm pressionado fortemente a sustentabilidade da empresa.


Alerta ao governo


Diante do quadro, a direção dos Correios informou que já alertou o governo Lula (PT) sobre a possibilidade de precisar de recursos adicionais da União para evitar um colapso financeiro.


No entanto, integrantes da equipe econômica sinalizaram que o Orçamento da União não tem folga para novos aportes, diante das restrições fiscais e do esforço do governo em manter a meta de resultado primário.


A situação reacende o debate sobre o futuro dos Correios. Nos últimos anos, chegou a ser discutida a privatização parcial ou total da empresa, medida que enfrentou resistência no Congresso e entre sindicatos. Agora, diante do rombo bilionário, especialistas apontam que o governo terá de decidir entre:


- promover uma reestruturação interna profunda, com cortes de custos e revisão de contratos;

- buscar uma capitalização via União, apesar das restrições fiscais;

- ou retomar a discussão sobre parcerias com a iniciativa privada.


Risco para serviços essenciais


Além das implicações financeiras, há preocupação com a manutenção de serviços postais considerados essenciais, especialmente em municípios pequenos e regiões remotas, onde os Correios são a única empresa presente.


Representantes de trabalhadores já demonstraram temor de que eventuais medidas de austeridade possam levar a cortes de postos de trabalho e redução na rede de atendimento, impactando diretamente a população.


O rombo bilionário registrado em 2025 confirma que os Correios vivem uma crise sem precedentes. A estatal pressiona o governo por ajuda, mas o cenário fiscal limita alternativas. Enquanto isso, cresce a incerteza sobre o futuro de uma das empresas públicas mais tradicionais do país e sobre a continuidade dos serviços que ela presta a milhões de brasileiros.

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