CIENTISTAS CHINESES ALERTAM PARA NOVA VARIANTE DA GRIPE VIRAL COM POTENCIAL PANDÊMICO
- GUIA MIRAI

- 22 de out. de 2025
- 2 min de leitura

Por Guia Miraí
(Com informações do Instituto de Pesquisa Veterinária de Changchun / The Sun)
Cepa da Influenza D sofre mutações e preocupa autoridades sanitárias por possível adaptação a humanos
Cientistas da China emitiram um alerta internacional sobre o surgimento de uma nova variante viral que tem se espalhado rapidamente entre bovinos e apresenta sinais preocupantes de adaptação a humanos.
A doença, provocada por uma mutação da Influenza D — até então restrita a animais de criação —, passou a exibir características que indicam potencial para se tornar um novo patógeno humano, reacendendo o temor de uma nova pandemia global.
A Influenza D foi identificada pela primeira vez em 2011, mas vinha sendo considerada de baixo risco para a saúde humana. As recentes mutações, no entanto, despertaram atenção de pesquisadores por seu comportamento semelhante ao de vírus respiratórios com potencial pandêmico, como o SARS-CoV-2, responsável pela Covid-19.
De acordo com informações do jornal britânico The Sun, cientistas do Instituto de Pesquisa Veterinária de Changchun, no nordeste da China, identificaram em 2023 uma nova cepa, batizada de D/HY11, considerada a mais preocupante até o momento.
Em laboratório, o vírus demonstrou capacidade de replicar-se em células das vias respiratórias humanas e transmitir-se pelo ar entre animais, um comportamento típico de agentes virais com alto potencial de disseminação.
Nos experimentos realizados, furões foram utilizados como modelo padrão para estudar a propagação da gripe em humanos, já que possuem sistema respiratório semelhante ao das pessoas.
Os resultados revelaram que o vírus se espalhou pelo ar para animais saudáveis sem contato direto, o que os cientistas classificaram como um marco na avaliação do risco de disseminação entre humanos.
A equipe também analisou amostras de sangue coletadas entre 2020 e 2024 e constatou que 74% da população do nordeste da China já havia sido exposta ao vírus.
Entre os indivíduos que apresentaram sintomas respiratórios recentes, a taxa de exposição chegou a 97%, sugerindo que o patógeno pode estar circulando silenciosamente há anos, possivelmente causando infecções leves ou assintomáticas.
Os testes apontaram que a cepa D/HY11 é altamente eficiente em infectar células humanas, suínas, bovinas e caninas, multiplicando-se rapidamente nas fossas nasais, traqueia e pulmões.
Essa ampla capacidade de infecção aumenta o risco de o vírus ultrapassar barreiras biológicas e se estabelecer entre humanos, especialmente em ambientes rurais com grande convivência entre pessoas e animais.
Autoridades sanitárias internacionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estão acompanhando os estudos sobre a D/HY11 com atenção.
Ainda não há confirmação de casos humanos diagnosticados, mas os cientistas ressaltam que a combinação de mutações e alta transmissibilidade entre espécies é um sinal de alerta precoce que deve ser tratado com seriedade.
A preocupação aumenta diante das semelhanças com o início da pandemia de Covid-19 em 2020, que também teve origem na China.
Especialistas reforçam que o episódio destaca a necessidade de vigilância epidemiológica constante, especialmente em regiões agrícolas onde o contato entre humanos e animais é intenso.
Embora ainda não exista motivo para pânico, os pesquisadores enfatizam que o monitoramento e o compartilhamento internacional de informações serão essenciais para evitar que a Influenza D/HY11 se torne o próximo grande desafio de saúde pública global.









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