Brasil registra aumento de 33% nos casos de tráfico humano, aponta relatório
- GUIA MIRAI

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Por Guia Mirai
O Brasil registrou um aumento de 33% no número de vítimas de tráfico de pessoas entre 2024 e 2025, segundo dados do Relatório Nacional sobre o Tráfico de Pessoas 2025, divulgados no Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, celebrado em 30 de julho. O levantamento reforça o alerta das autoridades para o crescimento de um dos crimes mais graves contra os direitos humanos.
De acordo com o relatório, 53,6% das vítimas identificadas são mulheres, enquanto 71,8% das pessoas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são pretas ou pardas, evidenciando o impacto desproporcional sobre grupos em situação de maior vulnerabilidade social.
Exploração sexual lidera os casos
Segundo especialistas, o tráfico de pessoas no Brasil está relacionado principalmente à exploração sexual, ao trabalho em condições análogas à escravidão, à servidão, à adoção ilegal e à remoção ilegal de órgãos.
O relatório aponta ainda que os casos de exploração sexual quadruplicaram em relação ao ano anterior, tornando-se a principal finalidade identificada nos inquéritos conduzidos pela Polícia Federal.
Aliciamento cresce no ambiente digital
Outro ponto de preocupação é a mudança na forma de atuação dos criminosos. As autoridades afirmam que o aliciamento tem ocorrido cada vez mais por meio da internet, utilizando redes sociais, aplicativos de mensagens, plataformas digitais e anúncios com falsas promessas de emprego, viagens ou melhores condições de vida.
A recomendação é que a população desconfie de propostas consideradas vantajosas demais, especialmente quando envolvem viagens para outras cidades ou países, e sempre verifique a procedência das ofertas antes de fornecer documentos ou realizar qualquer deslocamento.
Crime silencioso
Especialistas alertam que o tráfico de pessoas continua sendo um crime de difícil identificação, já que muitas vítimas são coagidas, ameaçadas ou impedidas de denunciar os responsáveis.
O enfrentamento ao problema depende da atuação integrada entre forças de segurança, órgãos públicos e sociedade civil, além da conscientização da população sobre os sinais de aliciamento e exploração.
As autoridades reforçam que denúncias podem ser feitas de forma anônima por meio do Disque 100, canal nacional de proteção aos direitos humanos, ou diretamente às forças policiais, contribuindo para o combate a esse tipo de crime e para a proteção das vítimas.







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