É PRECISO ESTOCAR COMIDA? El Niño gera preocupação, mas especialistas descartam necessidade de estocar alimentos em Minas Gerais
- GUIA MIRAI
- há 1 dia
- 2 min de leitura

Por Guia Miraí
Vídeos de pessoas exibindo despensas cheias e incentivando o armazenamento de alimentos por causa do fenômeno climático El Niño têm se multiplicado nas redes sociais. O aumento das publicações despertou dúvidas e preocupações entre a população de Minas Gerais, mas especialistas afirmam que não há motivo para uma corrida aos supermercados.
Segundo meteorologistas, o El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, pode provocar mudanças no clima mineiro, como temperaturas acima da média, redução dos dias de chuva em algumas regiões e ocorrência de temporais mais intensos em determinados períodos. No entanto, os efeitos previstos não indicam risco de desabastecimento de alimentos ou necessidade de estocagem emergencial.
Entre as pessoas que optam por manter uma reserva de mantimentos está a educadora e influenciadora Mirella Dellazzari, moradora da zona rural de Uberaba, no Triângulo Mineiro. Ela afirma que mantém em casa um estoque suficiente para cerca de três meses, prática adotada desde a pandemia de Covid-19.
Segundo Mirella, os produtos são adquiridos gradualmente, aproveitando promoções e realizando um rodízio dos itens para evitar desperdícios. Entre os produtos armazenados estão alimentos não perecíveis, produtos de higiene, pilhas, baterias e materiais de primeiros socorros.
Apesar disso, especialistas reforçam que a manutenção de um pequeno estoque doméstico, por precaução, é diferente de compras exageradas motivadas pelo medo. Eles destacam que não há previsão de interrupções no abastecimento em Minas Gerais e alertam que a disseminação de informações sem embasamento pode gerar preocupação desnecessária na população.
O fenômeno El Niño é monitorado por agências meteorológicas internacionais e pode influenciar o clima em diversas partes do mundo. Em Minas Gerais, os órgãos de meteorologia recomendam que a população acompanhe os boletins oficiais e adote medidas de prevenção relacionadas ao calor intenso e aos eventos climáticos extremos, mas sem pânico ou corridas aos supermercados.
A orientação é clara: informação de qualidade e planejamento são as melhores formas de enfrentar os impactos climáticos, sem a necessidade de estocar alimentos por medo de um possível desabastecimento.



