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Vacina brasileira contra a nicotina é desenvolvida para ajudar fumantes a evitar recaídas

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura


Pesquisa realizada em laboratório no interior de São Paulo busca criar uma alternativa para auxiliar no combate à dependência do cigarro; projeto ainda está em fase inicial e foi testado apenas em animais

Por Guia Miraí


Uma pesquisa desenvolvida no interior de São Paulo está chamando a atenção por buscar uma nova estratégia no combate à dependência da nicotina. Pesquisadores do Laboratório Cristália, em Itapira (SP), trabalham no desenvolvimento de uma vacina que poderá ajudar pessoas que desejam abandonar o cigarro a evitar recaídas.


O projeto ainda está em fase inicial de pesquisa e, até o momento, os testes foram realizados somente em animais. Portanto, não se trata de uma vacina disponível para aplicação em fumantes.


Como a vacina funcionaria?


De acordo com os pesquisadores, a proposta é fazer com que o organismo produza uma resposta capaz de impedir que a nicotina chegue ao cérebro em quantidade suficiente para desencadear o mecanismo relacionado à dependência.


A ideia é interromper parte do ciclo que ocorre após o consumo do cigarro. Normalmente, a nicotina chega rapidamente ao cérebro e provoca alterações associadas à sensação de recompensa, contribuindo para a manutenção do vício.


Com a estratégia estudada pelos pesquisadores, a expectativa é reduzir esse efeito e, consequentemente, ajudar no controle da dependência.


Pesquisa começou em 2024


Segundo as informações divulgadas pelo laboratório, os estudos começaram em maio de 2024 e atualmente estão na chamada fase de Early Discovery.


Nessa etapa, os cientistas procuram identificar os protótipos mais promissores e avaliar seu funcionamento em modelos experimentais.


Os primeiros resultados foram apresentados na quinta-feira, 27 de agosto, durante um evento realizado em Jaguariúna, no interior paulista.


Ainda não há previsão de aplicação em pessoas


Apesar dos resultados iniciais despertarem expectativa, é importante destacar que o projeto ainda precisa passar por diversas etapas de pesquisa antes de eventualmente chegar aos seres humanos.


Uma vacina experimental precisa demonstrar segurança e eficácia em diferentes fases de estudos antes de qualquer possível autorização para uso na população.


Por isso, a pesquisa representa uma possibilidade futura, e não um tratamento já disponível contra o tabagismo.


Uma nova frente contra o tabagismo


O desenvolvimento faz parte de uma busca por novas ferramentas para ajudar pessoas que enfrentam a dependência da nicotina. Atualmente, o tratamento para parar de fumar pode envolver acompanhamento profissional, mudanças comportamentais e medicamentos, conforme avaliação individual.


A nova vacina, caso consiga avançar nas próximas etapas, poderá futuramente representar mais uma alternativa para reduzir o risco de recaída.


Por enquanto, os pesquisadores seguem avaliando os resultados obtidos nos modelos experimentais. Ainda serão necessários estudos adicionais para saber se a estratégia poderá apresentar o mesmo efeito e segurança em seres humanos.

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