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Tuberculose volta a crescer em Minas Gerais e preocupa autoridades de saúde

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


Minas Gerais voltou a enfrentar um crescimento significativo nos casos de tuberculose, reacendendo o sinal de alerta no sistema de saúde. Em 2023 e 2024, o número de registros ultrapassou 5 mil por ano — nível que não era observado desde 2008.


Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch), a doença é infecciosa e se espalha principalmente pelo ar. Embora atinja com mais frequência os pulmões, a tuberculose também pode comprometer outras partes do corpo, como ossos, rins, meninges e sistema linfático, sobretudo em pessoas com baixa imunidade.


A disseminação acontece quando uma pessoa com a forma ativa da doença elimina partículas contaminadas ao tossir, espirrar ou falar. Sem tratamento, um único paciente pode infectar até 15 pessoas ao longo de um ano.


Locais fechados e com pouca ventilação aumentam o risco de contágio. Em contrapartida, não há transmissão por objetos compartilhados, o que ajuda a desfazer mitos comuns sobre a doença.


Os sinais mais comuns incluem:


* Tosse persistente (por três semanas ou mais)

* Febre leve, geralmente à tarde

* Suor noturno

* Emagrecimento

* Fadiga


Se não tratada, a doença pode evoluir e causar danos mais graves ao organismo.


Apesar da gravidade, a tuberculose tem cura. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS e dura pelo menos seis meses, com uso combinado de antibióticos como rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol.


Seguir o tratamento até o fim é essencial. A interrupção pode favorecer o desenvolvimento de formas resistentes da bactéria, dificultando a recuperação.


A prevenção envolve ações simples e eficazes:

* Vacinação com BCG, principalmente em crianças

* Ambientes bem ventilados e com luz solar

* Evitar aglomerações em locais fechados

* Cuidados ao tossir ou espirrar


Especialistas apontam que o aumento recente dos casos pode estar ligado a fatores sociais, falhas no diagnóstico precoce e impactos da pandemia, que afetaram o acompanhamento de doenças infecciosas.


O avanço da tuberculose em Minas Gerais evidencia a necessidade de reforçar políticas públicas, ampliar o acesso aos serviços de saúde e investir em informação. O controle da doença depende diretamente da detecção precoce e da adesão correta ao tratamento.

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