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TRUMP E FDA DIZ QUE GRAVIDAS NÃO PODEM TOMAR TYLENOL E ASSOCIAM A POSSÍVEIS RISCOS DE AUTISMO

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 23 de set.
  • 2 min de leitura
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Por Guia Miraí

(Com informações de CNN)


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, causou polêmica nesta segunda-feira (22) ao anunciar que a FDA (Food and Drug Administration) alertará médicos sobre os possíveis riscos associados ao uso de Tylenol durante a gravidez. Segundo Trump, o medicamento poderia estar relacionado a um risco maior de desenvolvimento de autismo em crianças. Em suas declarações, ele afirmou que “tomar Tylenol não é bom” e enfatizou que a FDA recomenda fortemente o uso do medicamento apenas “quando for clinicamente necessário”.


O posicionamento do presidente gerou reações variadas. Trump ainda destacou que as mulheres grávidas não devem usar o Tylenol “a menos que seja clinicamente necessário”, citando como exemplo a utilização do medicamento em casos de febre.


No entanto, especialistas no assunto têm apresentado uma visão diferente. Eles argumentam que o autismo é uma condição multifatorial e que, até o momento, não existem evidências científicas claras que provem uma relação entre o uso do Tylenol durante a gravidez e o desenvolvimento do transtorno. De acordo com os especialistas, o estudo do autismo é complexo e envolve uma série de fatores genéticos e ambientais.


Tylenol: A Opção Segura para Gestantes?


Tylenol, composto por paracetamol, é considerado um dos medicamentos mais seguros para gestantes, utilizado para alívio de dor e febre durante a gravidez. Outras opções para tratamento de febre e dor, como o ibuprofeno e a aspirina, são desencorajadas devido ao risco de complicações graves, como o aumento do risco de defeitos no feto e outros efeitos adversos.


A controvérsia foi intensificada após as declarações de Trump, com a fabricante do Tylenol, a Kenvue Inc., saindo em defesa de seu produto. A empresa negou qualquer ligação entre o uso do paracetamol e o autismo, argumentando que, “os fatos são que mais de uma década de pesquisas rigorosas, endossadas por importantes profissionais médicos e reguladores globais de saúde, confirmam que não há evidências confiáveis que vinculem o paracetamol ao autismo”. A Kenvue Inc. ainda afirmou apoiar os profissionais de saúde pública e médicos que revisaram essa ciência e concordam com os resultados dos estudos.


Pesquisas e Controvérsias


A discussão sobre o uso de Tylenol durante a gravidez não é nova. Ao longo dos anos, diferentes estudos têm analisado a segurança do paracetamol para gestantes. Embora muitos estudos não tenham conseguido encontrar uma relação clara entre o uso do medicamento e o autismo, o debate continua, especialmente com o aumento da incidência do transtorno do espectro autista nas últimas décadas.


A FDA, órgão responsável pela regulamentação de medicamentos nos EUA, ainda avalia os riscos associados ao uso de Tylenol, mas, até o momento, não recomendou mudanças significativas em suas diretrizes de uso durante a gestação. A questão continua sendo investigada, com novos estudos e dados sendo coletados para garantir a segurança das gestantes.


A polêmica em torno do uso de Tylenol durante a gravidez levanta importantes questões sobre segurança, regulamentação e a ciência por trás dos medicamentos. Enquanto Trump e a FDA fazem alertas sobre os possíveis riscos, especialistas da área de saúde insistem na ausência de uma ligação direta entre o uso do medicamento e o autismo. A controvérsia destaca a complexidade da pesquisa médica, que envolve múltiplos fatores e exige mais estudos para garantir a segurança de futuros bebês e suas mães.

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