TRAVESSIA do MOVIMENTO LEGENDÁRIO É ALVO DE INVESTIGAÇÃO POR ACESSO ILEGAL À SERRA DO OURO BRANCO
- GUIA MIRAI

- 7 de mai.
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Uma travessia organizada pelo movimento Legendários está no centro de uma polêmica envolvendo o uso irregular da Serra do Ouro Branco, uma área de proteção ambiental localizada a cerca de 110 km de Belo Horizonte. Entre os dias 10 e 13 de abril, dezenas de participantes, que pagaram cerca de R$ 1.400 cada para participar da atividade, acessaram sem autorização o Parque Estadual da Serra do Ouro Branco, segundo denúncia feita pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF).
De acordo com o IEF, que é o órgão do governo mineiro responsável pela gestão das unidades de conservação no estado, além da entrada não autorizada, o grupo acampou ilegalmente dentro do parque, violando o plano de manejo da unidade. A atividade de acampamento é expressamente proibida na área, por se tratar de uma zona de preservação ambiental com regras rígidas para proteger sua fauna e flora.
Em nota oficial, o IEF informou que o movimento Legendários comunicou a intenção de realizar atividades no parque apenas dois dias antes do evento, sem respeitar o prazo mínimo exigido para esse tipo de solicitação. Além disso, a documentação apresentada pelo grupo estava incompleta, o que impediu a regularização da atividade. Diante das irregularidades, o caso foi encaminhado para análise jurídica e pode resultar em sanções administrativas e multas.
O movimento Legendários, voltado exclusivamente para o público masculino, é conhecido por promover imersões na natureza com a promessa de uma "transformação profunda" dos participantes. Cada membro que completa o programa recebe um número simbólico, sendo o "Legendário número um", segundo os organizadores, uma referência a Jesus Cristo. Os eventos são descritos como experiências desafiadoras que combinam caminhadas, acampamentos e momentos de reflexão.
A travessia em questão foi realizada em uma das regiões mais preservadas da Serra do Ouro Branco, um patrimônio ambiental que integra o conjunto de serras do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais. Além da importância ecológica, o local é conhecido por suas trilhas e paisagens que atraem turistas e praticantes de esportes ao ar livre.
O caso reacende o debate sobre o controle de atividades turísticas e esportivas em áreas protegidas de Minas Gerais. Ambientalistas alertam que a presença desordenada de grandes grupos em unidades de conservação pode provocar danos irreversíveis, como a degradação do solo, perturbação da fauna e risco de incêndios.
Até o momento, o movimento Legendários não se pronunciou oficialmente sobre as acusações. Já o IEF afirmou que vai intensificar a fiscalização na Serra do Ouro Branco para coibir práticas ilegais e proteger a integridade do parque.
A população local e as autoridades ambientais agora aguardam o desfecho das investigações, que podem culminar em multas pesadas e restrições ainda mais rígidas para o uso do parque por visitantes e grupos organizados.
GUIA MIRAI









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