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Preço dos ovos volta a subir no Brasil após cinco meses de queda e já acumula alta de até 40%

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


Após um período prolongado de retração, os preços dos ovos voltaram a subir de forma expressiva no Brasil. Segundo dados recentes do mercado, a valorização nas últimas semanas já chega a cerca de 40%, marcando uma reversão importante após cinco meses consecutivos de queda.


A alta ocorre em meio a um reequilíbrio entre oferta e demanda. Durante o segundo semestre anterior e o início do ano, a produção elevada e o consumo mais fraco pressionaram os preços para baixo. Agora, com a redução da oferta e a retomada gradual da procura, as cotações voltaram a subir rapidamente.


Na parcial de fevereiro, os preços já superam em mais de 40% os registrados em janeiro. O movimento chama atenção porque se mantém mesmo na segunda quinzena do mês, período em que tradicionalmente há diminuição no consumo de proteínas devido ao aperto no orçamento das famílias após o pagamento de despesas fixas.


Especialistas apontam que fatores como custos de produção, clima e ajustes na quantidade de aves em postura influenciam diretamente o mercado. Quando os produtores reduzem plantéis para evitar prejuízos durante fases de preços baixos, a oferta diminui posteriormente, o que contribui para novas altas.


Apesar da recente recuperação, os valores atuais ainda permanecem abaixo dos registrados no mesmo período do ano passado. Levantamentos indicam que a retração real acumulada nas regiões monitoradas ultrapassa 30% na comparação anual, mostrando que o setor ainda não recuperou totalmente as perdas anteriores.


O ovo é considerado uma das proteínas mais acessíveis ao consumidor brasileiro e costuma ganhar espaço quando carnes bovina, suína e de frango apresentam preços elevados. Por isso, oscilações nesse mercado impactam diretamente o custo da alimentação das famílias, especialmente das de menor renda.


Economistas destacam que, caso a demanda continue aquecida e a oferta permaneça ajustada, a tendência é de manutenção dos preços em patamares mais altos no curto prazo. Entretanto, o comportamento do mercado dependerá também da evolução dos custos de ração, do milho e da soja, principais insumos da produção avícola.


Para o consumidor, a recomendação é acompanhar promoções e comparar preços entre marcas e estabelecimentos, já que a variação pode ser significativa entre regiões e redes varejistas.


O cenário reforça a volatilidade do setor de alimentos no país, onde fatores climáticos, econômicos e produtivos podem alterar rapidamente os preços de itens básicos da cesta alimentar brasileira.

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