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Servidor que amputou o próprio pé para tentar receber R$ 1,5 milhão em seguros tem condenação mantida pela justiça

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


A Justiça manteve a condenação de um servidor público da Bahia acusado de arquitetar uma fraude para receber cerca de R$ 1,5 milhão em indenizações de seguros. O caso, que ganhou repercussão pela gravidade e pela forma como foi executado, teve a decisão confirmada em segunda instância e transitou em julgado em maio de 2025, encerrando definitivamente a disputa judicial.


De acordo com as investigações, Vanderley dos Santos Gomes, conhecido como “Vando”, morador de Amélia Rodrigues, no Recôncavo Baiano, contratou quatro apólices de seguro de vida e acidentes pessoais entre junho e julho de 2019. As coberturas somavam aproximadamente R$ 1,5 milhão em caso de invalidez permanente.


Cerca de seis semanas após a contratação dos seguros, Vanderley apareceu com o pé direito amputado e alegou ter sido vítima de um sequestro seguido de agressão. Segundo sua versão apresentada à época, dois homens armados o abordaram na madrugada de 10 de agosto de 2019, após sair de uma unidade de saúde em Cruz das Almas. Os criminosos teriam roubado seus pertences, levado a vítima para uma estrada deserta e amputado seu pé com um facão antes de fugir.


No entanto, a apuração conduzida pelas autoridades apontou inconsistências no relato. Durante o processo, foram reunidas provas e laudos que levaram a Justiça à conclusão de que a mutilação teria sido planejada com o objetivo de obter as indenizações previstas nos contratos de seguro.


Com base nos elementos apresentados, o Judiciário considerou caracterizada a tentativa de fraude contra as seguradoras. A condenação foi mantida em segunda instância e, após o trânsito em julgado, não cabem mais recursos sobre o mérito da ação.


O caso chamou a atenção pela complexidade da investigação e pela gravidade da conduta atribuída ao condenado. Especialistas destacam que fraudes contra seguradoras podem resultar em responsabilização civil e criminal, além da perda do direito a qualquer indenização decorrente dos contratos obtidos mediante informações ou atos fraudulentos.


A decisão encerra um processo que se estendeu por vários anos e que se tornou um dos episódios mais incomuns envolvendo tentativas de obtenção indevida de benefícios securitários no país.

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