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Radares de trânsito entram na mira de criminosos e equipamentos modernos viram alvo de furtos

Foto do escritor: GUIA MIRAI
GUIA MIRAI
há 9 horas
2 min de leitura

Além de cabos e componentes eletrônicos, estruturas de fiscalização podem conter equipamentos de processamento cada vez mais sofisticados


Por Guia Miraí


Os equipamentos utilizados na fiscalização eletrônica do trânsito estão se tornando alvo de furtos e atos de vandalismo em diferentes pontos do país. Os ataques podem atingir cabos, estruturas, componentes eletrônicos e outros itens utilizados para manter os sistemas em funcionamento.


Em alguns casos, os criminosos danificam a estrutura para retirar componentes e acabam deixando o equipamento temporariamente fora de operação. Além do prejuízo material, a interrupção pode comprometer a fiscalização de velocidade e outras infrações no trecho.


Tecnologia cada vez mais sofisticada


Os radares atuais estão longe de serem apenas dispositivos simples instalados às margens das rodovias. Dependendo do modelo e da configuração, os sistemas podem contar com câmeras, sensores, equipamentos de comunicação e computadores responsáveis pelo processamento das informações.


A publicação que viralizou nas redes sociais afirma que determinados sistemas modernos utilizam 32 GB de memória RAM DDR5, uma configuração encontrada também em computadores convencionais. A quantidade e a configuração exatas, porém, variam conforme o fabricante e o modelo do equipamento.


Por isso, a afirmação de que todo radar possui 32 GB de RAM DDR5 não pode ser generalizada.


Furtos já provocaram interrupções


Casos de furto e vandalismo contra equipamentos de fiscalização já foram registrados em diferentes regiões.


Em Minas Gerais, por exemplo, o roubo de cabos chegou a deixar radares fora de funcionamento em Belo Horizonte. Em 2017, a BHTrans informou que 66 equipamentos haviam sido atingidos naquele ano.


Mais recentemente, em 2026, equipamentos de fiscalização também foram alvo de danos em rodovias. Na BR-470, em Santa Catarina, furtos e atos de vandalismo atingiram estruturas destinadas à instalação de radares.


Problema vai além do prejuízo financeiro


Quando um radar é danificado ou retirado, o impacto não se limita ao custo de reposição. O trecho pode permanecer sem fiscalização eletrônica até que o equipamento seja reparado ou substituído.


Em agosto de 2026, o Ministério Público Federal em Minas Gerais acionou a Justiça após a retirada de 23 equipamentos de fiscalização nas BRs 365 e 050, em Uberlândia. O MPF apontou preocupação com a interrupção do monitoramento e pediu providências para o restabelecimento dos equipamentos.


A fiscalização eletrônica é regulamentada por normas específicas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabelecem requisitos técnicos para instalação e utilização dos equipamentos.


Equipamentos também estão recebendo proteção contra furtos


O problema levou órgãos responsáveis pelo trânsito a adotar medidas para dificultar o acesso aos equipamentos.


Em São Paulo, por exemplo, foram instaladas estruturas metálicas conhecidas como “chapéu chinês” em determinados radares. O dispositivo funciona como uma barreira física para dificultar furtos e vandalismo, especialmente em locais com histórico de ocorrências.


Com a evolução dos sistemas de fiscalização, os equipamentos passaram a incorporar cada vez mais tecnologia. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com a segurança da infraestrutura instalada nas ruas e rodovias.


Por trás de uma estrutura que muitas vezes parece simples, pode existir um conjunto de câmeras, sensores, comunicação e processamento de dados — e o furto de qualquer desses componentes pode deixar um trecho inteiro temporariamente sem fiscalização.

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