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Psicólogo é condenado a 37 anos de prisão por abusos sexuais contra pacientes em Juiz de Fora

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 24 horas
  • 2 min de leitura


Por Guia Miraí


Um psicólogo foi condenado a 37 anos de prisão em regime inicial fechado por crimes de abuso sexual cometidos contra pacientes na cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. A sentença foi proferida no dia 19 de dezembro e posteriormente confirmada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais no sábado (17).


O processo tramita em segredo de Justiça, o que impede a divulgação do nome do réu, detalhes específicos da condenação e informações sobre a situação atual do cumprimento da pena. A medida visa preservar a identidade das vítimas e garantir sua segurança e privacidade.


Ao menos quatro mulheres denunciaram o profissional por abusos sexuais, o que deu origem a uma investigação iniciada em 2020. O caso ganhou maior repercussão pública em 2021, após ser divulgado pela imprensa.


De acordo com os relatos, os crimes ocorreram em contextos de atendimento psicológico, aproveitando-se da relação de confiança estabelecida entre terapeuta e paciente. Em alguns casos, o psicólogo também mantinha vínculo pessoal com as famílias das vítimas, o que teria facilitado a prática dos abusos.


Uma das vítimas relatou que os abusos começaram ainda na infância, durante sessões de terapia. Segundo o depoimento, o psicólogo era amigo da família, o que retardou a percepção da violência e dificultou a denúncia. A vítima afirmou que só conseguiu revelar os fatos após atingir a maioridade.


Outra denunciante, atualmente com 33 anos, informou que o abuso ocorreu quando ela tinha 18 anos, após passar mal em uma festa. O profissional teria se aproveitado da situação de vulnerabilidade para cometer o crime.


A Justiça considerou a reincidência, a gravidade dos abusos, o abuso de autoridade profissional e o impacto psicológico causado às vítimas como fatores determinantes para a condenação elevada. A pena de 37 anos reflete a soma das condenações pelos diferentes crimes reconhecidos no processo.


Especialistas destacam que crimes cometidos por profissionais da saúde mental são especialmente graves, por envolverem quebra de ética, violação da confiança terapêutica e exploração da vulnerabilidade emocional das vítimas.


Importância da denúncia


O caso reforça a importância de denunciar situações de abuso, mesmo quando ocorridas há muitos anos. Autoridades e entidades de apoio ressaltam que vítimas podem buscar ajuda junto à polícia, ao Ministério Público e a serviços especializados de acolhimento psicológico e jurídico.


Se você ou alguém que conhece passou por situação semelhante, procure os canais oficiais de denúncia e apoio. O silêncio não protege o agressor — a denúncia pode salvar outras vítimas.

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