PROFESSOR DA CIDADE DE DIVINO É CONDENADO A QUASE 20 ANOS POR CRIMES SEXUAIS CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
- GUIA MIRAI

- 25 de jul.
- 2 min de leitura

Por Guia Miraí
(Com informações de G1)
Um professor da cidade de Divino, Minas Gerais, foi condenado a quase 20 anos de prisão por uma série de crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes. A sentença, proferida em primeira instância, resulta de uma investigação minuciosa que durou pouco mais de um ano, impulsionada pela corajosa denúncia de uma mãe. O docente foi sentenciado não apenas pelo crime inicialmente denunciado, mas também pelo estupro de duas adolescentes de 14 anos.
O réu, cujo nome não pode ser divulgado devido ao segredo de justiça que cerca o caso, já está detido desde maio de 2024, quando foi deflagrada a operação “School’s Out” (“fim das aulas”) pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O segredo de justiça também impede a revelação da escola onde o professor lecionava e outros detalhes da investigação, visando preservar a identidade das vítimas e o andamento do processo.
Início da Investigação e Primeiras Condenações
As investigações tiveram início em julho de 2024, quando uma mãe descobriu que o professor havia solicitado imagens íntimas de seu filho, oferecendo pagamento e prometendo a revenda do conteúdo. A denúncia chocou a comunidade e acendeu o alerta das autoridades.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do professor, os investigadores encontraram um vasto material comprometedor. Arquivos com cenas de nudez e sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes foram apreendidos, corroborando as suspeitas iniciais. Por esses crimes — armazenar conteúdo pornográfico infantil e assédio sexual —, o professor foi condenado em primeira instância a 3 anos, 8 meses e 10 dias de reclusão.
A gravidade do caso se intensificou quando, no decorrer das investigações, o professor foi posteriormente condenado a 16 anos de prisão pelo estupro de duas adolescentes de 14 anos. Esta condenação adicional reforça a brutalidade dos crimes cometidos pelo docente. A decisão judicial foi embasada por um robusto conjunto de provas, incluindo laudos periciais de dispositivos eletrônicos, que revelaram evidências digitais irrefutáveis; depoimentos de vítimas e testemunhas, que trouxeram à tona a verdade dos fatos; e registros audiovisuais, que consolidaram as acusações.
Apesar de a decisão ainda caber recurso, a Justiça determinou o cumprimento imediato da pena, ressaltando a urgência e a gravidade dos crimes. Além da reclusão, foi fixada uma indenização por danos morais às vítimas, cujo valor não foi divulgado, buscando reparar, ao menos financeiramente, os profundos traumas causados.
Este caso serve como um alerta contundente sobre a importância da vigilância e da denúncia em casos de abuso, reforçando o compromisso das autoridades em combater crimes sexuais contra crianças e adolescentes.









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