Prefeitura de cidade mineira anuncia rompimento de contrato com a Copasa após dias de falta d’água


Prefeito de Mateus Leme afirma que decisão é irrevogável; companhia alega aumento do consumo e diz que realiza abastecimento emergencial com caminhões-pipa.
Por Guia Miraí
A Prefeitura de Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, anunciou nesta terça-feira (13/10) o rompimento do contrato de concessão com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A decisão foi comunicada pelo prefeito Renilton Ribeiro Coelho (Republicanos), após sucessivas reclamações relacionadas à falta de água em diferentes bairros do município.
Segundo o prefeito, a administração municipal já encaminhou uma notificação à companhia e considera a decisão definitiva.
“ Nós encaminhamos a notificação para a empresa hoje e por parte do município essa decisão é irrevogável”, afirmou o chefe do Executivo, em declaração reproduzida pelo portal Metrópoles.
Moradores enfrentam dias sem abastecimento
De acordo com o prefeito, a situação chegou a um ponto crítico. Há bairros que estariam há quatro dias sem abastecimento, enquanto outras localidades enfrentariam até seis dias sem água.
A administração municipal afirma que tentou solucionar o problema por meio de conversas e cobranças à Copasa, mas não teria obtido uma resposta capaz de normalizar o fornecimento.
O prefeito também criticou as justificativas apresentadas pela companhia, que atribui as dificuldades ao aumento do consumo de água.
O que diz a Copasa?
Em posicionamento divulgado na reportagem, a Copasa informou que ainda não havia sido oficialmente notificada sobre qualquer decisão ou processo relacionado ao rompimento do contrato anunciado pela Prefeitura de Mateus Leme.
A companhia reconheceu que o sistema tem operado sob alta demanda, em razão do aumento do consumo provocado pelas temperaturas elevadas registradas nos últimos dias.
Segundo a empresa, essa situação provoca oscilações temporárias de pressão e vazão, especialmente nas regiões mais altas e distantes da rede de distribuição.
A Copasa também informou que vem realizando o abastecimento complementar das áreas afetadas por meio de caminhões-pipa, como medida emergencial para amenizar os impactos da falta de água.
O que acontece agora?
O anúncio da Prefeitura abre uma nova etapa na relação entre o município e a companhia de saneamento. No entanto, o rompimento anunciado não significa, por si só, que a concessão já esteja formalmente encerrada. A efetivação da medida dependerá dos procedimentos administrativos e jurídicos aplicáveis ao contrato.
Até o momento descrito na reportagem, a Copasa afirmava não ter recebido notificação oficial sobre a decisão.
Enquanto a situação é discutida, o principal desafio é restabelecer o abastecimento e garantir que os moradores tenham acesso regular à água, serviço essencial para as atividades domésticas, a higiene e a saúde pública.
O caso também reacende o debate sobre a qualidade dos serviços de saneamento, a responsabilidade das concessionárias e as medidas que os municípios podem adotar diante de falhas persistentes no fornecimento.







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