POLÊMICA EM CAMPUS DO IF SUDESTE EM RIO POMBA MG ENVOLVE MORTE DE COELHO DURANTE AULA PRÁTICA
- GUIA MIRAI

- 6 de jul.
- 2 min de leitura

Um vídeo que circula nas redes sociais gerou revolta entre internautas e ativistas da causa animal ao mostrar um professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG), campus Rio Pomba, orientando alunos a matar um coelho com golpes na cabeça durante uma aula prática. O caso, ocorrido na Zona da Mata mineira, já está sendo investigado pela instituição e motivou ações judiciais por parte de organizações de proteção animal.
As imagens, compartilhadas pela página Fórum Animal, ganharam grande repercussão nas redes sociais. No vídeo, é possível ver o professor instruindo os estudantes a abater o animal com pauladas, supostamente como parte de uma atividade educativa relacionada à produção ou manejo de animais. A cena chocou usuários da internet e levantou questionamentos sobre os métodos de ensino utilizados em instituições públicas de ensino técnico e superior.
Em resposta à divulgação do vídeo, o Fórum Animal anunciou que ingressou com uma ação judicial contra o IF Sudeste MG e o docente envolvido. A organização afirma que a prática configuraria maus-tratos aos animais, violando princípios éticos e legais. No processo, a entidade pede uma indenização de R$ 1 milhão, valor que, caso a decisão seja favorável, deverá ser destinado a um fundo ambiental sob responsabilidade de um conselho gestor.
Nota oficial do IF Sudeste MG
Com a repercussão negativa do caso, o IF Sudeste MG divulgou uma nota oficial em que afirma estar apurando internamente a conduta do professor e eventuais falhas no procedimento didático.
"O campus já está apurando se houve falhas e tomando todas as providências e medidas necessárias e cabíveis o mais rápido possível", diz o comunicado. "Somos contra os maus-tratos aos animais. Somos contra a utilização de animais fora dos parâmetros éticos e legais", reforçou a instituição.
A utilização de animais em aulas práticas, especialmente em cursos das áreas de agropecuária e veterinária, é permitida por lei, desde que obedeça a critérios éticos, seja aprovada por comissões de ética no uso de animais (CEUA) e siga métodos humanitários de abate, como os previstos pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e pela legislação brasileira.
Organizações como o Fórum Animal argumentam que o método utilizado no vídeo não é compatível com as normas técnicas de bem-estar animal e que o uso de violência contra o coelho não se justifica, ainda que em ambiente acadêmico.
O caso dividiu opiniões nas redes sociais. Enquanto parte do público e ativistas condena firmemente o episódio como um caso claro de crueldade, outros defendem que, em cursos voltados à zootecnia e ciências agrárias, o abate de animais pode fazer parte da formação técnica, desde que realizado de forma ética e legal.
Enquanto as investigações seguem, o IF Sudeste MG deve enfrentar um período de intensa vigilância por parte da sociedade civil, entidades de proteção animal e órgãos jurídicos. A expectativa é que os desdobramentos legais do caso sirvam como marco para rever práticas pedagógicas envolvendo animais vivos em instituições de ensino no Brasil.
GUIA MIRAI









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