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POLICIAL CIVIL DE UBÁ É CONDENADO A MAIS DE 11 ANOS DE PRISÃO POR LIDERAR MILÍCIA PRIVADA ARMADA

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Investigador também perdeu o cargo público e responde a outras duas ações penais na Comarca de Ubá


Por Guia Miraí

(Informações Radio Mega Hits)


A Justiça de Minas Gerais condenou um policial civil lotado em Ubá, na Zona da Mata, a 11 anos e três meses de prisão pelos crimes de milícia privada armada e corrupção passiva. A decisão atende a ação movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) no processo criminal nº 0019449-41.2023.8.13.0699 e também determina a perda do cargo público do agente, identificado pelas iniciais G.C.R.O.


De acordo com o processo, o investigador está preso desde o dia 28 de novembro de 2024. Além desta condenação, ele responde a outras duas ações penais na Comarca de Ubá: uma relacionada à prática de 272 crimes de corrupção e outra por obstrução de investigação de organização criminosa.


Segundo a sentença, o policial estruturou um grupo armado que atuava fora da legalidade, utilizando recursos e estratégias típicas do aparato estatal para oferecer serviços de segurança privada. O agente também teria utilizado sua função pública para captar clientes para uma empresa de segurança, que operava mediante intimidação e cobrança de vantagens indevidas.


As investigações apontaram ainda que os serviços incluíam escoltas armadas e intervenções em ocorrências policiais, com o uso de viatura, armamentos e sistemas restritos da Polícia Civil. Há também registros de ameaças direcionadas a desafetos de contratantes da empresa.


Na decisão judicial, também foi reconhecido que o réu era o proprietário ou possuidor de veículos de luxo e de uma aeronave apreendidos durante a primeira fase da operação. A Justiça determinou a perda desses bens, preservando eventuais direitos de terceiros de boa-fé.


O Ministério Público informou que a Polícia Civil, por meio da Corregedoria, atuou como parceira nas investigações. A expectativa, segundo o órgão, é fortalecer a cooperação com a Delegacia Regional de Polícia Civil para ampliar a atuação conjunta no combate à criminalidade.


O promotor de Justiça Breno Costa da Silva Coelho, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), destacou que a integração entre as instituições contribui para aprimorar a segurança pública. Segundo ele, o trabalho conjunto permite troca de informações, otimização de recursos e respostas mais rápidas no enfrentamento aos crimes.

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