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POLICIAL CIVIL DE MURIAÉ É PRESO POR EXIGIR PROPINA E INTERFERIR EM INVESTIGAÇÕES

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 24 de set.
  • 3 min de leitura
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Por Guia Miraí

(Com informações de G1)


Um policial civil de Muriaé foi preso nesta segunda-feira, 22 de setembro, sob suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção passiva, concussão e embaraço à investigação. O suspeito, cujo nome não foi divulgado, teria exigido propina para liberar bens apreendidos em inquéritos policiais e agido de maneira ilícita para prejudicar o andamento de investigações em curso.


A prisão foi resultado de uma operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com o apoio das promotorias de Justiça de Muriaé. Durante as investigações, também foi identificado que o policial apresentava um histórico de uso excessivo de violência e abuso de autoridade, o que gerou diversas denúncias de intimidar vítimas por meio de grave ameaça.


A ação policial foi realizada na cidade de Mercês, a 93 km de Cataguases, e teve como objetivo combater crimes como corrupção passiva, concussão e embaraço à investigação, especialmente em casos relacionados a organizações criminosas.


De acordo com as apurações, o policial usava sua função pública para obter vantagens indevidas e, ao exigir propina, liberava bens apreendidos de investigações. Esse comportamento corrupto comprometeu diretamente a integridade de diversos processos em andamento, dificultando a conclusão de investigações e permitindo que criminosos se beneficiassem de práticas ilegais.


O caso está relacionado ao crime de corrupção passiva, que ocorre quando um servidor público solicita ou recebe uma vantagem indevida em razão de sua função. Além disso, o policial também é acusado de concussão, prática em que o agente público exige, para si ou para terceiros, vantagens ilícitas, utilizando-se do cargo para coagir os cidadãos. O embaraço à investigação ocorre quando alguém tenta dificultar ou impedir a apuração de crimes, prejudicando o trabalho das autoridades competentes.


Durante a operação, foram cumpridos 11 mandados judiciais nas cidades de Muriaé e Mercês, incluindo buscas e apreensões em três imóveis e em uma unidade policial. Durante as diligências, a polícia apreendeu dispositivos eletrônicos, munições, documentos e outros materiais que devem ser analisados pelas autoridades.


O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que as investigações não se encerraram com a prisão do policial. Há indícios de que outras pessoas podem estar envolvidas no esquema criminoso, incluindo a cooptação de terceiros para facilitar a continuidade das práticas ilícitas. A apuração dos fatos continua, com a expectativa de que novos desdobramentos sejam feitos nos próximos dias.


Após a prisão, o policial foi encaminhado para a Casa do Policial, em Belo Horizonte, onde permanecerá à disposição da Justiça. A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) destacou que, embora o acusado seja um integrante das forças de segurança pública, suas ações contrariam os princípios da instituição e prejudicam a confiança da sociedade nas autoridades. A PCMG também afirmou que medidas serão tomadas para garantir a integridade das investigações e assegurar que todos os envolvidos na prática de corrupção e outros crimes sejam responsabilizados.


Este caso levanta questões importantes sobre a integridade das instituições de segurança pública e a necessidade de se combater a corrupção dentro da própria corporação. A ação rápida das autoridades mostra que, mesmo em meio a desafios, a Justiça segue firme em sua missão de desmantelar esquemas criminosos, protegendo a população e a democracia. O andamento das investigações será acompanhado de perto pela população, que aguarda a responsabilização de todos os envolvidos.



















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