Petrobras anuncia alta da gasolina, mas oferecerá desconto para tenta reduzir impacto ao consumidor
- GUIA MIRAI

- há 22 horas
- 2 min de leitura

Por Guia Miraí
A Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina vendida às distribuidoras. A medida passa a valer nesta sexta-feira (29/5), em meio à alta internacional do petróleo provocada pelas tensões no Oriente Médio. Apesar do aumento, o governo federal informou que irá conceder uma subvenção de R$ 0,44 por litro às empresas do setor, reduzindo o impacto direto para os consumidores.
Na prática, o reajuste efetivo deve ficar em torno de R$ 0,04 por litro nas refinarias. Segundo especialistas do mercado, o valor final ao motorista pode variar dependendo da política de repasse adotada pelos postos de combustíveis e distribuidoras.
De acordo com estimativas divulgadas, considerando a mistura obrigatória de etanol na gasolina vendida nos postos, o aumento para o consumidor final deve chegar a, no máximo, R$ 0,03 por litro, caso o reajuste da Petrobras seja repassado integralmente.
A medida do governo busca conter os efeitos da disparada do petróleo no mercado internacional e evitar um impacto mais severo sobre a inflação e o custo de vida da população brasileira. Nos últimos dias, o conflito no Oriente Médio elevou a preocupação global sobre o abastecimento de petróleo, pressionando os preços dos combustíveis em diversos países.
Em Minas Gerais, o preço médio da gasolina já chega a R$ 6,17 por litro, segundo levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em Belo Horizonte, a média registrada é de R$ 5,75.
Economistas alertam que, mesmo com a tentativa de amortecer o reajuste, aumentos frequentes nos combustíveis acabam impactando toda a cadeia econômica, elevando custos de transporte, alimentos e serviços.
A Petrobras afirmou que o reajuste acompanha as condições do mercado internacional e a variação do preço do petróleo e do câmbio. Já o governo reforçou que continuará monitorando os preços para evitar aumentos abusivos nos postos.







Comentários