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PESQUISA QUAEST REVELA QUEDA NA AVALIAÇÃO DO GOVERNO LULA

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 13 de nov.
  • 2 min de leitura
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Por Guia Miraí


A mais recente pesquisa da Quaest Consultoria, realizada entre os dias 6 e 9 deste mês, revela um cenário de equilíbrio frágil para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento, feito com 2.004 entrevistados em 120 municípios brasileiros, mostra que 50% desaprovam a gestão, enquanto 47% aprovam o trabalho do presidente. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.


Além da pergunta direta sobre aprovação e desaprovação, a pesquisa também avaliou a percepção geral sobre o governo. Nesse recorte, 31% consideram a gestão positiva, 38% a classificam como negativa e 28% a veem como regular. Outros 3% não souberam ou não responderam. Os dados indicam estabilidade em relação aos meses anteriores, embora a avaliação positiva tenha oscilado negativamente desde outubro.


A série histórica mostra uma trajetória marcada por pequenas variações. Em julho, a desaprovação era de 53%, contra 43% de aprovação. Em agosto e setembro, houve ligeira recuperação do governo, que passou a registrar 46% de aprovação, mas sem alterar de forma significativa o grupo dos que desaprovam. Em novembro, a distância entre os dois índices voltou a se estreitar, porém com leve vantagem para os críticos da gestão.


A análise regional confirma um padrão já consolidado: o Nordeste mantém-se como principal reduto de apoio ao governo, com índices de aprovação superiores aos registrados no Sul e no Sudeste, regiões onde a rejeição permanece mais elevada. A divisão territorial reflete, segundo analistas políticos, a persistência de um cenário nacional altamente polarizado.


Especialistas consultados pela imprensa apontam que a significativa fatia de entrevistados que avalia o governo como “regular” representa um contingente decisivo para os próximos meses. Esse grupo, ainda não totalmente alinhado a uma opinião positiva ou negativa, pode influenciar diretamente a capacidade de mobilização política do governo, sobretudo em pautas estratégicas no Congresso.


A poucos meses de um ano que antecede o ciclo eleitoral de 2026, o governo enfrenta o desafio de transformar estabilidade em avanço. Para isso, precisará entregar resultados concretos nas áreas econômica e social, além de fortalecer a comunicação com setores onde a percepção de desempenho permanece estagnada.


A pesquisa da Quaest evidencia, portanto, um governo que mantém apoio relevante, mas enfrenta um patamar consistente de críticas e um eleitorado que, em parte significativa, segue à espera de sinais mais claros sobre os rumos do país.

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